Chávez diz que paraguaios pediram suborno para aceitar Venezuela no Mercosul

Tensão entre Caracas e Assunção atinge escala máxima; paraguaios negam barganha financeira para aceitar venezuelanos

Chávez diz que paraguaios pediram suborno para aceitar Venezuela no Mercosul
Chávez diz que paraguaios pediram suborno para aceitar Venezuela no Mercosul (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)


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CARACAS, 5 Jul (Reuters) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que senadores paraguaios pediram subornos para aprovar a adesão venezuelana ao Mercosul, acusação que foi rejeitada por parlamentares e que exacerbou a atual disputa diplomática entre Caracas e Assunção.

A Venezuela retirou seu embaixador do Paraguai e suspendeu o envio de petróleo ao país depois que o Senado, num rápido processo político, destituiu em junho o presidente socialista Fernando Lugo, o que Chávez qualificou como "golpe de Estado".

O novo governo paraguaio, por sua vez, retirou na quarta-feira seu embaixador em Caracas e acusou o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, de ter pedido em reunião com militares em Assunção que as Forças Armadas paraguaias impedissem a destituição de Lugo.

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A entrada da Venezuela no Mercosul já havia sido aprovada pelos Congressos da Argentina, Brasil e Uruguai, mas estava sendo inviabilizada devido à resistência do Parlamento paraguaio.

Depois do impeachment de Lugo, o Mercosul suspendeu o Paraguai dos seus quadros, e assim a Venezuela pôde finalmente se tornar membro pleno do bloco.

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Em discurso à Assembleia Nacional venezuelana por ocasião do Dia da Independência, Chávez disse que "um grupo desses senadores do Paraguai, desses que deram o golpe, estava pedindo dinheiro, ou seja, pediam dinheiro a nós para permitir entrar no Mercosul".

"Eu disse a Nicolás (Maduro): Nicolás, mande-os passear. São umas verdadeiras máfias. Pedindo dinheiro, pedindo dinheiro. Também há testemunhas brasileiras disso, também há testemunhas argentinas disso", acrescentou Chávez, sem entrar em detalhes nem citar nomes.

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Parlamentares paraguaios reagiram negando a versão de Chávez.

"Parece-me sumamente grave o que denuncia o presidente Chávez, e me parece que deveria apresentar provas", disse o senador paraguaio Hugo Estigarribia, do Partido Colorado.

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"Esperemos que não seja uma acusação para desviar a atenção das supostas atuações de Maduro no Paraguai", acrescentou o senador, que apoiou a destituição e era contra a adesão venezuelana ao Mercosul.

(Reportagem de Deisy Buitrago, em Caracas; e de Daniela Desantis, em Assunção)

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