Chávez até 2019. Pelo menos
Presidente reeleito finalmente sentiu que o país está muito polarizado e, ao fazer o "discurso da vitória", chamou a oposição para um "diálogo pelo bem da Venezuela". Um feito inédito no movimento chavista
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Diferentemente dos nossos institutos de pesquisa, que fizeram um serviço patético na eleição paulistana, as previsões se concretizaram na Venezuela: Hugo Chávez, aos 58 anos, encarou a disputa mais difícil de sua vida até agora.
O bolivariano ficou com 54% dos votos, contra 45% do rival Henrique Capriles. O mais antigo líder no poder na América do Sul (completará 20 anos em 2019, quando oficialmente acaba seu novo mandato) finalmente sentiu que o país está muito polarizado e, ao fazer o "discurso da vitória", chamou a oposição para um "diálogo pelo bem da Venezuela". Isso é inédito na existência do movimento chavista.
Capriles conseguiu o bom desempenho com uma fórmula simples: não ser radical. O "jovem" de 40 anos prometeu não acabar com os bons programas sociais criados na gestão de Hugo, mas disse que iria combater sem piedade os péssimos serviços públicos e a ineficiência do Estado no combate à violência. O próprio presidente admitiu que seu governo falhou feio nessas áreas.
O caso é que Hugo Chávez percebeu que não é tão adorado como pensava que fosse. Pelo contrário. Já reconhecendo a derrota, Capriles soltou uma frase óbvia, mas bem oportuna: "O presidente precisa perceber que não governa mais sozinho. Quase metade da população venezuelana não aprova mais seu governo e está cansada dele".
A "revolução bolivariana" deve continuar pelos lados de Caracas, mas sua intensidade vai perder força. Pelo menos é o que espera a oposição.
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