Charlie Hebdo fará doações a vítimas do atentado
O jornal francês "Charlie Hebdo" irpa doar 4,3 milhões de euros arrecadados com doações às famílias das nove vítimas dos atentatos promovidos por jihadistas; "Este dinheiro deve ser distribuído entre as vítimas, este é o compromisso que foi assumido pelos integrantes da direção", disse o médico e cronista Patrick Pelloux; montante é fruto de uma campanha promovida por 36 mil doadores, de 84 países, desde janeiro; decisão ocorreu após 15 dos 20 funcionários questionarem o destino dos recursos obtidos com as doações
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247 - O jornal francês "Charlie Hebdo" irpa doar 4,3 milhões de euros arrecadados com doações às famílias das nove vítimas dos atentatos promovidos por jihadistas.
O montante é fruto de uma campanha promovida por 36 mil doadores, de 84 países, desde janeiro. Esse valor será depositado no banco estatal Caisse des Dépôts et Consignations, de acordo com um comunicado divulgado pela publicação. A empresa pediu ao Ministério da Justiça que crie uma comissão para redistribuir as doações.
"Este dinheiro deve ser distribuído entre as vítimas, este é o compromisso que foi assumido pelos integrantes da direção", disse o médico e cronista Patrick Pelloux. "Mas até agora não sabemos como isso será feito", completou.
A direção do "Charlie Hebdo" demonstra o desejo de retificar "as cifras fantasiosas que circulam sobre o faturamento" da companhia e de "responder às declarações inexatas, fontes de boatos mal-intencionados e de tensões". De acordo com os acionistas, a venda de exemplares somam €12 milhões, sem o abatimento dos impostos (33,33%). Especulações da mídia europeia calculavam cerca de €30 milhões, somando faturamento e doações.
As ações da revista estão divididas entre os pais do ex-diretor Charb (40%), morto no atentado, o cartunista Riss (40%) e o diretor financeiro Eric Portheault (20%). Todos assumiram o "compromisso absoluto de não receber nenhum dividendo das quantias", referindo-se à receita advinda das vendas.
Essas decisões ocorrem após 15 dos 20 funcionários questionarem o destino dos recursos obtidos com as doações. Outra reclamação solicitava uma mudança na direção e a criação de um estatuto de "acionistas assalariados". Em entrevista ao jornal "Le Monde", Riss declara que o "Charlie Hebdo" passará por uma abertura de capital. No entanto, a mudança só deve vir em setembro, para não haver tomada de decisões "sob a influência da emoção".
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