Chanceler russo condena ingerência externa na Venezuela

O ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, recusou a ingerência nos assuntos internos da Venezuela, chamou ao diálogo como forma de solução das diferenças nesse país sul-americano e denunciou que existe uma pressão de fora para que a oposição venezuelana adote uma postura intransigente

Russian Foreign Minister Sergei Lavrov takes part in a news conference in Moscow March 8, 2014. Lavrov said on Saturday the Ukrainian government was taking orders from extremists and denied Moscow had any direct role in the crisis in Crimea.  REUTERS/Serg
Russian Foreign Minister Sergei Lavrov takes part in a news conference in Moscow March 8, 2014. Lavrov said on Saturday the Ukrainian government was taking orders from extremists and denied Moscow had any direct role in the crisis in Crimea. REUTERS/Serg (Foto: Leonardo Attuch)


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Do blog Resistência – O ministro russo de Relações Exteriores, Serguei Lavrov, recusou nesta quinta-feira (16) a ingerência nos assuntos internos da Venezuela, chamou ao diálogo como forma de solução das diferenças nesse país sul-americano e denunciou que existe uma pressão de fora para que a oposição venezuelana adote uma postura intransigente.

Lavrov pronunciou-se contra as tentativas de pressionar a partir de fora para fomentar uma maior intransigência da oposição da Venezuela, o que em nada, estimou, ajuda a solucionar as contradições internas nessa nação latino-americana.

“(O problema) Só pode ser resolvido mediante o diálogo entre o Governo e a oposição e consideramos que não pode haver outra via para resolver essa situação”, declarou Lavrov a uma pergunta da Prensa Latina.

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“Temos muita esperança de que os países da região, ao defender essa solução mediante o diálogo, combatam as tentativas de pressionar a partir de fora para forçar os opositores venezuelanos a manter uma posição intransigente”, declarou.

“Essas tentativas, sem dúvida, estão dirigidas a provocar um aprofundamento da crise e inclusive da violência. Nós consideramos essas ações totalmente irresponsáveis e inaceitáveis”, denunciou o ministro russo.

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Lavrov dialogou hoje com seu homólogo argentino, Jorge Faurie, que emitiu declarações, consideradas em Moscou como ingerencistas, ao questionar a democracia, o sistema de saúde e a transparência do processo político venezuelano.

Em uma coletiva de imprensa conjunta nesta cidade, ambos ministros, também se referiram ao caráter estratégico dos vínculos bilaterais e de projetos de investimentos nos setores ferroviário, portuário e sobre o uso pacífico do átomo.

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Lavrov e Faurie pronunciaram-se a favor de coordenar ações em organismos multilaterais, entre os quais a ONU, a Organização Mundial do Comércio e o Grupo dos 20.

O chefe da diplomacia russa destacou os crescentes vínculos de seu país com a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), bem como com o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

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A respeito, Lavrov destacou a assinatura de um memorando de intenções para a cooperação entre o Mercosul e a União Econômica Euro-asiática, integrada agora por Rússia, Bielorrússia, Cazaquistão, Armênia e Quirguistão.

Fonte: Prensa Latina

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