Chanceler da China explica por que foram os EUA que violaram o status quo em Taiwan

Foram os EUA e não a China que violaram o status quo no estreito de Taiwan uma vez que se guiam por leis adotadas unilateralmente que violam os acordos bilaterais

Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China
Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China (Foto: Chen Zhonghao)


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Sputnik - Foram os Estados Unidos e não a China que violaram o status quo no estreito de Taiwan uma vez que se guiam, em relação à ilha, por leis adotadas unilateralmente que violam os acordos bilaterais entre Pequim e Washington, disse nesta sexta-feira (5) Wang Yi, ministro das Relações Exteriores da China.

O ministro comentava as declarações de que a reação excessiva de Pequim à visita de Nancy Pelosi a Taiwan seria injustificada, uma vez que houve precedentes em 1997, quando um legislador sênior dos EUA, o presidente da Câmara dos EUA Newt Gingrich, visitou Taiwan.

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"A visita a Taiwan do presidente da Câmara dos Representantes dos EUA Gingrich foi um erro grave e, na época, o governo chinês se opôs fortemente a ela. Os EUA não podem repetir os mesmos erros e não podem usar os erros do passado como pretexto e justificativa para repeti-los hoje", declarou Wang Yi.

O chefe da diplomacia chinesa chamou de rumores e calúnias as afirmações de que a China tinha alterado o status quo no estreito de Taiwan através de suas ações.

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"Taiwan nunca foi um país separado, há apenas uma China no mundo, e ambos os lados do estreito de Taiwan pertencem a um país, este é o status quo de Taiwan desde os tempos antigos até hoje", disse Wang em uma conferência de imprensa em Phnom Penh. "Mas este status foi realmente violado e não foi a China que o violou, mas as forças separatistas de Taiwan e dos EUA".

O diplomata explicou que, em 2000, os Estados Unidos passaram a dar prevalência à chamada Lei das Relações com Taiwan, adotada unilateralmente, e não aos três comunicados conjuntos aprovados pela China e EUA. "Isso não é uma mudança no status quo?" A lei foi aprovada em 10 de abril de 1979 para apoiar Taiwan e continuar vendendo armas à ilha.

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"Há alguns anos, os Estados Unidos incluíram abertamente as chamadas 'Seis Garantias para Taiwan', que antes eram mantidas em segredo, na declaração dos EUA sobre a política de 'Uma Só China'. Isso não é uma violação do status quo? Isso não é uma violação da política de 'Uma Só China'?", indagou Wang Yi.

As "Seis Garantias" que Washington deu a Taipé em 1982 preveem que os EUA não concordam com a determinação de uma data para a cessação de venda de armas à ilha e não vão realizar consultas com Pequim sobre a venda de armas a Taiwan, que os EUA atuariam como mediador entre Taipé e Pequim e não pressionariam Taiwan a iniciar negociações com a China.

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Por fim, Wang Yi disse que aconselharia os atuais políticos dos EUA a abrir o texto dos três comunicados conjuntos e estudá-los com atenção para entender qual é o verdadeiro status quo em Taiwan e quem o alterou.

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