Chanceler alemão reflete sobre possíveis protestos no país graças à crise de energia e admite que país vive "tempos difíceis"

Uma "economia robusta" e uma "democracia estável" vão ajudar a Alemanha a passar pelo inverno, acredita o líder da Alemanha Olaf Scholz

Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, durante sessão do Parlamento do país em Berlim
Chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, durante sessão do Parlamento do país em Berlim (Foto: REUTERS/Michele Tantussi)


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Sputnik - Uma "economia robusta" e uma "democracia estável" vão ajudar a Alemanha a passar pelo inverno, acredita o líder da Alemanha Olaf Scholz.

A Alemanha vai poder passar pelo inverno sem grandes distúrbios públicos, disse o chanceler Olaf Scholz ao jornal FAZ na última terça-feira (6). A nação está atualmente tentando aliviar uma grande crise de energia ligada à redução das exportações de gás da Rússia.

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"Não acredito em tais profecias [sombrias]", disse Scholz ao jornal quando perguntado se teme potenciais "revoltas populares". Embora admitindo que seu país estava enfrentando "tempos difíceis" relacionados a "fornecimentos de gás severamente restritos", o chanceler sustentou que a Alemanha tem "uma economia robusta, um sistema de bem-estar confiável e uma democracia estável. Se ficarmos juntos [...] como nação, vamos superar isso", disse ele.

De acordo com Scholz, seu governo já tomou uma ampla gama de medidas destinadas a aliviar a iminente crise de energia, com soluções que vão desde medidas de economia de gás que permitiram à Alemanha encher seus estoques de gás em 85% até o início de setembro a pacotes de ajuda direcionados para estudantes e pensionistas.

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Berlim também reativou usinas de carvão e planeja manter suas instalações nucleares restantes em espera após a desativação programada este ano para cobrir necessidades adicionais de energia, acrescentou.

Essas não são as únicas medidas que as autoridades alemãs adotaram para economizar energia. O ministro da Economia e vice-chanceler, Robert Habeck, pediu anteriormente às pessoas que reduzissem o aquecimento, as visitas às saunas e o uso dos chuveiros para ajudar o país a reduzir sua dependência da energia russa. Em meados de agosto, ele também anunciou que os prédios públicos na Alemanha não poderão definir o aquecimento acima de 19 graus centígrados no outono e no inverno (no Hemisfério Norte).

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As autoridades de Berlim disseram, em meados de agosto, que desligariam as luzes da cidade para economizar energia, e Hannover foi ainda mais longe cortando a água quente em prédios públicos, incluindo academias e piscinas.

Os altos custos de energia não agradam a todos os alemães. Na segunda-feira (5), a cidade oriental de Leipzig viu protestos provocados por aumentos de preços. As manifestações foram organizadas pelos grupos de esquerda e de extrema-direita. O escritório de Leipzig do partido de esquerda também anunciou uma ação nacional apelidada de "um outono quente contra o frio social", argumentando que os preços da energia e do gás estão "fora de controle", enquanto as políticas de Scholz e seu gabinete "colocam em risco milhões de meios de subsistência".

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Autoridades de segurança e a mídia alertaram anteriormente sobre o risco de grande agitação social causada pelos altos preços da energia, alegando que os protestos maciços que a Alemanha viu sobre as restrições para o combate à pandemia de COVID-19 pareceriam "uma festa de aniversário infantil" em comparação com o que está por vir.

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