Chancelaria russa descarta quaisquer concessões sob pressão no diálogo com EUA sobre segurança
Vice-chanceler Sergei Ryabkov diz que Rússia não aceitará propostas que contrariem seus interesses nacionais
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Sputnik - Existe uma alta probabilidade de que a Rússia enfrentará em Genebra uma falta de vontade dos EUA e da Otan em entender a posição de Moscou, mas ela não fará concessões, disse em entrevista à Sputnik o vice-chanceler russo, Sergei Ryabkov.
Nesta segunda-feira (10), a Rússia e os Estados Unidos vão realizar em Genebra consultas a respeito das propostas russas sobre garantias de segurança, depois do que ocorrerão uma reunião do Conselho Rússia-Otan, em Bruxelas, e consultas na plataforma da Organização para a Cooperação e Segurança na Europa, em Viena.
"Há uma grande chance de que nós, em busca de pontos de contato, vamos enfrentar a relutância de nossos colegas dos EUA e da Otan em entenderem realmente o que nós precisamos", avaliou Ryabkov sobre o encontro agendado.
"Mas nós certamente não vamos fazer quaisquer concessões sob pressão e regime de ameaças que constantemente são feitas em relação a nós pelos participantes ocidentais das próximas reuniões", ressaltou o diplomata.
Segundo suas palavras, "isso está completamente fora de questão", porque significaria "agir contra nossos próprios interesses, contra os interesses de nossa segurança", ressaltou o vice-chanceler russo.
"Posso dizer que nós, obviamente, ficamos desapontados até certo ponto com os sinais que nos últimos dias têm vindo de Washington e de Bruxelas", afirmou Ryabkov.
Segundo ele, esses sinais demonstram uma falta de compreensão do que Moscou precisa. "Nós precisamos de garantias jurídicas, garantias legais de não expansão da Otan, a eliminação de tudo o que a aliança tem criado, mobilizada por fobias antirrussas e pelos vários tipos de falsas impressões da essência da política russa no período desde 1997", notou o alto diplomata.
No final de 2021, a Rússia divulgou os projetos de acordos com os Estados Unidos e com a Aliança Atlântica sobre garantias de segurança. Em particular, Moscou exige aos parceiros que garantam juridicamente sua rejeição a uma expansão posterior da Otan para leste, da integração da Ucrânia no bloco e da criação de bases militares em países ex-soviéticos.
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