Cervejaria mexicana reage a Trump e prega união nas Américas

Em campanha publicitária, a cervejaria mexicana Corona aponta que a força da América vem da diversidade e da união de seus povos, enquanto o novo presidente americano, Donald Trump, insiste na construção do muro; confira

Em campanha publicitária, a cervejaria mexicana Corona aponta que a força da América vem da diversidade e da união de seus povos, enquanto o novo presidente americano, Donald Trump, insiste na construção do muro; confira
Em campanha publicitária, a cervejaria mexicana Corona aponta que a força da América vem da diversidade e da união de seus povos, enquanto o novo presidente americano, Donald Trump, insiste na construção do muro; confira (Foto: Leonardo Attuch)


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247 – Em campanha publicitária, a cervejaria mexicana Corona aponta que a força da América vem da diversidade e da união de seus povos, enquanto o novo presidente americano, Donald Trump, insiste na construção do muro.

Abaixo, reportagem da Reuters:

Por Roberta Rampton e Emily Stephenson

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que teve um contato amigável pelo telefone com o presidente do México nesta sexta-feira, mas frisou que ele vai renegociar acordos comerciais e outros aspectos das relações entre os dois países porque o México “bateu demais em nós” no passado.

Os dois presidentes falaram por cerca de uma hora nesta sexta, um dia depois de o presidente Enrique Peña Nieto ter cancelado um encontro planejado para Washington na semana que vem por conta da posição de Trump de que o México deve pagar por um muro de fronteira de muitos bilhões de dólares.

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"Foi um telefonema muito, muito amigável”, disse Trump durante entrevista à imprensa junto com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

"Nós vamos trabalhar para uma relação justa e uma nova relação” com o México, acrescentou Trump. “Mas os Estados Unidos não podem continuar a perder grandes quantidades de negócios, grandes quantidades de empresas, e milhões e milhões de pessoas perdendo os seus empregos...Isso não vai acontecer comigo.”

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O peso mexicano ampliou os ganhos com as notícias sobre o telefonema.

A renovada insistência de Trump de que o México pague pelo muro e o cancelamento por Peña Nieto da visita aprofundou a crise entre os dois países na primeira semana do governo Trump.

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Trump disse que o México “negociou melhor que a gente e nos bateu demais durante os nossos líderes passados. Eles nos fizeram parecer tolos”.

Ele disse que os EUA vão “renegociar os nossos acordos comerciais, e nós vamos renegociar outros aspectos da nossa relação com o México. E no final acho que isso vai ser bom para os dois países”.

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O presidente republicano vê o muro, uma importante promessa da sua campanha, como parte de um pacote de medidas para cortar a imigração ilegal. O México há muito insiste que não vai acatar as exigências de Trump para pagar pela construção do projeto.

O governo mexicano disse em um comunicado que Peña Nieto e Trump concordaram em não falar publicamente no momento sobre o pagamento do muro e descreveu o telefonema como "construtivo e produtivo".

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A Casa Branca informou que durante o telefonema Trump e Peña Nieto reconheceram suas diferenças sobre o muro, mas concordaram em trabalhá-las.

Na quinta-feira, Sean Spicer, porta-voz da Casa Branca, fez o peso cair para a sua menor cotação do dia quando disse a jornalistas que Trump queria uma taxa de 20 por cento sobre as importações mexicanas para pagar pelo muro.

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Spicer não entrou em detalhes, mas os seus comentários lembraram uma ideia existente, conhecida como taxa de ajuste de importação, que a Câmara dos Deputados dos EUA está considerando como parte de uma ampla reforma fiscal.

México e EUA vão permanecer num impasse se não resolverem a exigência “inaceitável” de Trump pelo pagamento do muro, disse nesta sexta o ministro da Economia mexicano, Ildefonso Guajardo.

De volta ao México depois de negociações frustradas em Washington, Guajardo também manifestou preocupação com a “imprevisibilidade” de Trump e os seus hábitos no Twitter.

(Reportagem adicional de Steve Holland em Washington e Lizbeth Diaz na Cidade do México)

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