Celso Amorim: 'solução da guerra na Ucrânia depende da China'

De acordo com o ex-ministro, o país asiático "tem as melhores condições de coordenar ou ajudar, pelo menos, em um processo de paz por uma negociação rápida" na guerra na Ucrânia

Ex-ministro Celso Amorim
Ex-ministro Celso Amorim (Foto: Brasil 247)


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247 - O ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil Celso Amorim afirmou que a solução da guerra na Ucrânia depende da China, pois, de acordo com o ex-chanceler, "quem tem capacidade de fazer um Plano Marshall hoje em dia não são os EUA nem a Europa", mas sim o país asiático. A entrevista foi concedida à DW Brasil

"É preciso envolver a China nisso, pois é quem tem as melhores condições de coordenar ou ajudar, pelo menos, em um processo de paz por uma negociação rápida. Isso vai exigir do Ocidente a compreensão de um fato real: o mundo, independentemente da guerra, já estava mudando. A solução dessa guerra depende muito da China", disse.

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O ex-chanceler tem sido crítico das sanções à Rússia. "Há uma ilusão de que são sanções econômicas. É preciso ter clareza: sanções matam. Eu dirigi um comitê sobre sanções durante a invasão do Iraque. Naquela época, eram sanções autorizadas pela ONU. Não é o caso agora, o que torna a situação ainda mais grave", afirmou.

"Há um grande temor com relação a uma crise energética, e os preços da energia já estão sendo afetados no mundo inteiro. Porém, mais grave que isso é o risco de uma crise alimentar. Juntas, Rússia e Ucrânia são responsáveis por cerca de um terço das exportações mundiais de cereais, ou pelo menos de trigo e cevada", acrescentou.

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