Celso Amorim lamenta morte de ex-chanceler argentino

O diplomata argentino Hector Timerman, que ocupou o cargo de ministro de Relações Exteriores de 2010 durante a gestão de Cristina Kirchner, morreu neste domingo (30) aos 65 anos vítima de um câncer; o ex-chanceler brasileiro Celso Amorim comentou a morte de Timerman; "É uma grande perda para a Argentina e para a integração sul-americana, já tão abalada. Foi objeto dê acusações absurdas, características da 'lawfare' que conhecemos muito bem por aqui", disse Amorim, referindo-se a perseguição jurídica aos peronistas 

Celso Amorim lamenta morte de ex-chanceler argentino
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247 - O diplomata argentino Hector Timerman, que ocupou o cargo de ministro de Relações Exteriores de 2010 durante a gestão de Cristina Kirchner, morreu neste domingo (30) aos 65 anos vítima de um câncer, anunciou sua família nas redes sociais.

O ex-chanceler brasileiro Celso Amorim comentou a morte de Timerman:

"Acabo de saber do falecimento do Héctor Timmerman, com quem mantive intenso contato no período final do Governo Lula e, mesmo como ministro da Defesa da Dilma. É uma grande perda para a Argentina e para a integração sul-americana, já tão abalada. Foi objeto dê acusações absurdas, características da 'lawfare' que conhecemos muito bem por aqui". 

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A ex-presidente da Argentina e atual senadora, Cristina Kirchner, homenageou Timmerman classificando- o como "argentino", "peronista" e "judeu feito e certo", atribuindo a origem da doença ao "ataque irracional e injusto" do qual ambos foram vítimas.

 “Lawfare” 

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Ele ficou conhecido principalmente por ter participado das negociações para a assinatura de um acordo com o Irã sobre a investigação de um atentando contra um centro judaico em Buenos Aires em 1994.

A bomba que explodiu no prédio de sete andares onde ficava a sede da AMIA (Associação Mutual Israelita Argentina) deixou 85 mortos e mais de 300 feridos, no maior ato terrorista da história do país.

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Como chanceler, Timerman negociou e assinou em 2013 um acordo com o Irã que criava uma comissão internacional de juristas para investigar o caso, mas foi acusado de garantir que os responsáveis pelo ataque nunca fossem levados à Justiça. 

Com isso, tanto Cristina quanto Timerman passaram a ser investigados pelo memorando e o ex-chanceler chegou a ser preso no final de 2017 e depois foi colocado em prisão domiciliar.

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Apesar de ter sido aprovado pelo Congresso argentino, a comissão de juristas nunca chegou a ser formada porque o acordo acabou sendo barrado na Justiça. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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