Celso Amorim: Estados Unidos estão colocando o Brasil sob suas asas
O ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa falou à TV 247 sobre o acordo militar firmado entre os dois países. “Acho que eles estão vendo nisso uma oportunidade especial para avançar, em uma parceria que certamente coloca o Brasil em uma órbita estratégica dos Estados Unidos”, afirmou. Assista
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247 - Ex-ministro das Relações Exteriores no governo Lula e da Defesa no governo Dilma Rousseff, Celso Amorim conversou com a TV 247 sobre o acordo militar firmado entre o Brasil e os Estados Unidos na última semana, durante encontro de Jair Bolsonaro com o presidente norte-americano, Donald Trump. Para Amorim, o acordo não é ruim, mas pode prejudicar o Brasil em possíveis diálogos com outros países e certamente não dará acesso do Brasil a algum conteúdo estratégico americano.
Além disso, o ex-chanceler analisou que os EUA fazem um movimento de colonização do Brasil, ou seja, de colocar o País sul-americano “sob sua asa”, com a ajuda de Bolsonaro. “O acordo tem um significado político importante sim, não acho que seja balão para impressionar a platéia não. Tem um pouco disso também, evidentemente, mas eu acho que os Estados Unidos e o governo Trump fizeram uma definição estratégica de colocar o Brasil sob sua asa. É verdade que o presidente Bolsonaro está facilitando isso enormemente, acho que eles estão vendo nisso uma oportunidade especial para avançar, em uma parceria de vantagens limitadas com o Brasil e que certamente coloca o Brasil em uma órbita estratégica dos Estados Unidos”.
Para Celso Amorim, o governo Bolsonaro aposta todas as suas fichas em um diálogo unilateral com os Estados Unidos. “Não tenho nada contra ver uma cooperação com os Estados Unidos. O que eu acho é que você não pode colocar todos os ovos em uma única cesta, o que eu acho que é o que nós estamos fazendo. Você precisa agir com cuidado em questões tão delicadas e que podem envolver tecnologias. Acho que o Brasil ao fazer um acordo deste tipo, de troca de informação, avaliação, pesquisa, com os Estados Unidos está dificultando acordos com outros países, acordos que existem e que poderiam vir a existir”.
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