Celso Amorim critica ausência de Bolsonaro em teleconferência com presidentes latino-americanos
O presidente brasileiro se ausentou mesmo que a reunião tenha sido convocada pelo presidente de direita do Chile, Sebastián Piñera, enquanto o argentino Alberto Fernández "colocou a ideologia de lado" e participou da discussão sobre coronavírus, comentou o ex-chanceler
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247 - O ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim criticou nesta segunda-feira 16 a ausência de Jair Bolsonaro em reunião por teleconferência com presidentes sul-americanos para tratar da crise do coronavírus.
Amorim, que também foi presidente do Conselho de Administração da Unitaid, agência especializada na gestão de medicamentos para combate à Aids, à tuberculose e ao paludismo, lembra que a conversa entre os presidentes teve como ênfase a cooperação internacional, o conhecimento científico e o estímulo ao crescimento.
A ausência de Bolsonaro na conversa com sete presidentes sul-americanos aconteceu um dia depois de ele descumprir recomendações de autoridades de saúde e cumprimentar manifestantes que foram às ruas contra as instituições neste domingo 16 e depois ainda dar declarações minimizando o risco da pandemia, que chamou de “histeria”.
A reunião, destaca também o ex-chanceler, foi supostamente apoiada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliado de Bolsonaro. “Mesmo assim, o Bolsonaro se recusou a participar”, observou o ex-ministro.
A teleconferência foi convocada pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, um governo de direita e próximo do presidente brasileiro. Já Alberto Fernández [Argentina], da tão criticada esquerda por Jair Bolsonaro, “colocou a vida e a segurança das pessoas acima das ideologias e participa”, comparou Celso Amorim.
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