Casa Branca ordenou sigilo em deliberações sobre coronavírus, dizem fontes

Donald Trump ordenou que as reuniões sobre o coronavírus fossem tratadas por autoridades do alto escalão como confidenciais, o que restringiu informações e teria atrapalhado a resposta do governo ao surto

Presidente norte-americano Donald Trump
Presidente norte-americano Donald Trump (Foto: REUTERS/Leah Millis)


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Reuters - A Casa Branca ordenou autoridades de Saúde federais a tratarem as reuniões entre funcionários de alto nível sobre o coronavírus como confidenciais, uma medida incomum que restringiu informações e atrapalhou a resposta do governo dos Estados Unidos ao surto, de acordo com quatro autoridades do governo Trump.

Autoridades afirmaram que dezenas de discussões confidenciais sobre assuntos como o escopo das infecções, quarentenas e restrições de viagem estão sendo mantidas em sigilo desde meados de janeiro em uma sala de reuniões de alta segurança no Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS), um órgão crucial na luta contra o coronavírus. 

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Funcionários sem autorização de segurança, incluindo especialistas do governo, foram excluídos dos encontros entre agências, que incluíram teleconferências, afirmaram as fontes.

"Tínhamos pessoas bem importantes que não tinha autorização de segurança e não puderam participar", disse uma das autoridades. "Essas reuniões não deveriam ser confidenciais. Isso foi desnecessário."

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As fontes disseram que o Conselho de Segurança Nacional (NSC), que aconselha o presidente em questões de segurança, ordenou a confidencialidade. "Isso veio diretamente da Casa Branca", disse uma das fontes.

A insistência da Casa Branca em manter segredo na principal organização de Saúde do país, o que não havia sido revelado anteriormente, colocou uma trava em algumas informações e potencialmente atrasou a resposta à crise. A Covid-19, doença causada pelo vírus, matou cerca de 30 pessoas nos Estados Unidos e infectou mais de mil pessoas até agora.

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