Casa Branca foi avisada de detenção de brasileiro

Governo do presidente Barack Obama informou, porém, que não pediu a detenção de David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald, do jornal The Guardian, que denunciou a estratégia de ciberespionagem americana com base em documentos de Edward Snowden; David ficou nove horas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, e disse ter sido interrogado por vários agentes diferentes; "Essa é uma decisão que eles tomaram por conta própria", disse porta-voz da Casa Branca; Itamaraty convocou hoje o embaixador britânico em Brasília, Alexander Ellis, para demonstrar a insatisfação do governo brasileiro sobre o caso

Governo do presidente Barack Obama informou, porém, que não pediu a detenção de David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald, do jornal The Guardian, que denunciou a estratégia de ciberespionagem americana com base em documentos de Edward Snowden; David ficou nove horas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, e disse ter sido interrogado por vários agentes diferentes; "Essa é uma decisão que eles tomaram por conta própria", disse porta-voz da Casa Branca; Itamaraty convocou hoje o embaixador britânico em Brasília, Alexander Ellis, para demonstrar a insatisfação do governo brasileiro sobre o caso
Governo do presidente Barack Obama informou, porém, que não pediu a detenção de David Miranda, companheiro do jornalista Glenn Greenwald, do jornal The Guardian, que denunciou a estratégia de ciberespionagem americana com base em documentos de Edward Snowden; David ficou nove horas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, e disse ter sido interrogado por vários agentes diferentes; "Essa é uma decisão que eles tomaram por conta própria", disse porta-voz da Casa Branca; Itamaraty convocou hoje o embaixador britânico em Brasília, Alexander Ellis, para demonstrar a insatisfação do governo brasileiro sobre o caso (Foto: Gisele Federicce)


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WASHINGTON, 19 Ago (Reuters) - Autoridades norte-americanas não pediram à Grã-Bretanha para deter e interrogar o parceiro brasileiro do jornalista norte-americano que publicou as primeiras denúncias de espionagem vazadas por Edward Snowden, afirmou a Casa Branca nesta segunda-feira.

As autoridades britânicas, no entanto, avisaram aos Estados Unidos antes de prenderem o brasileiro David Miranda, parceiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, informou a Casa Branca.

"Essa é uma decisão que eles tomaram por conta própria, e não a pedido dos Estados Unidos", disse o porta-voz da Casa Branca Josh Earnest a repórteres. "Isso é algo que eles fizeram independentemente da nossa direção", acrescentou.

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Miranda, de 28 anos, foi detido no domingo no aeroporto de Heathrow, em Londres, durante escala de um voo de Berlim para o Rio de Janeiro. Ele foi interrogado por 9 horas, com base em uma lei antiterrorismo, e foi liberado sem acusações. O brasileiro desembarcou nesta segunda-feira no Rio.

O porta-voz da Casa Branca não informou quando foi feito o aviso das autoridades britânicas aos EUA sobre a detenção de Miranda e nem como foi feito o contato. Ele também não disse se as autoridades norte-americanas receberam algum material proveniente do depoimento ou dos objetos confiscados de Miranda, incluindo computador e telefone celular.

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Greenwald, que mora no Rio de Janeiro e escreve para o jornal britânico The Guardian, entrevistou recentemente Snowden, ex-prestador de serviço da agência de espionagem dos EUA procurado pelas autoridades norte-americanas por ter vazado dados confidenciais. O jornalista utilizou documentos secretos repassados por Snowden para revelar detalhes sobre os métodos de vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos EUA.

Greenwald afirmou nesta segunda-feira que a detenção de seu companheiro foi uma tentativa de intimidação contra seu trabalho, mas que vai responder com novas denúncias.

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O norte-americano Snowden está atualmente na Rússia, onde lhe foi concedido asilo por um ano, mas o governo de Barack Obama tem buscado maneiras para levá-lo de volta aos Estados Unidos para responder a acusações de espionagem.

(Reportagem de Susan Heavey e Roberta Rampton)

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Leia abaixo reportagem da Agência Brasil sobre a convocação, pelo Itamaraty, do embaixador britânico em Brasília:

Itamaraty convoca embaixador britânico para tratar da retenção de brasileiro em Londres

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Vitor Abdala
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro – O Ministério das Relações Exteriores convocou na manhã desta segunda-feira (19) o embaixador britânico em Brasília, Alexander Ellis, para demonstrar a insatisfação do governo brasileiro em relação à retenção de David Michael Miranda por nove horas no Aeroporto de Heathrow, em Londres, ontem. A informação foi divulgada há pouco pelo chanceler Antonio Patriota.

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Para Patriota, não há explicação razoável para o que ocorreu no aeroporto londrino. "Não há justificativa para o tratamento que foi dado a um cidadão brasileiro sobre quem não pesa qualquer suspeita de envolvimento com o terrorismo ou outra atividade ilícita, retido durante nove horas incomunicável. Esperamos que isso não se repita. Será muito importante transmitirmos isso de maneira muito clara ao governo britânico".

Patriota também pretende conversar ainda hoje com o chanceler britânico, William Hague, sobre a detenção do cidadão brasileiro. Ele participou no Rio de uma cerimônia em homenagem a Sérgio Vieira de Mello, brasileiro que morreu há dez anos em atentado terrorista em Bagdá, quando chefiava a representação das Nações Unidas no Iraque.

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Antes de conversar com a imprensa no Rio de Janeiro, Patriota havia criticado "desmandos e desvios" que vêm sendo cometidos em nome do combate ao terrorismo no mundo, em discurso durante o evento. O chanceler brasileiro disse que o combate ao terror deve respeitar o direito internacional.

O brasileiro David Miranda é companheiro do jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que denunciou, em matérias publicadas no jornal britânico The Guardian, a estratégia de ciberespionagem do governo dos Estados Unidos. As reportagens foram baseadas em documentos fornecidos por Edward Snowden, ex-funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços à Agência de Segurança Nacional norte-americana (NSA).

Greenwold disse hoje, na chegada de David Miranda ao Rio, que o episódio era uma forma de intimidá-lo. O brasileiro desembarcou cedo no Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Ele contou que foi abordado no aeroporto de Londres por vários homens que lhe disseram que seria levado a uma sala para ser interrogado. "Fizeram perguntas sobre a minha vida inteira e ainda levaram o meu computador, o videogame, celular, máquina fotográfica e cartões de memória", relatou. O passaporte também ficou retido e só foi devolvido depois do interrogatório.

Glenn Grennwald aguardava o companheiro no saguão do aeroporto no Rio e considerou o episódio uma forma de intimidá-lo. "Agora, eu vou fazer reportagens com muito mais agressão do que antes. Vou publicar muito mais documentos do que antes", disse.

David Miranda retornava de uma viagem à Alemanha e, ao fazer conexão em Londres, ficou retido no terminal, onde foi interrogado com base em uma lei britânica de combate ao terrorismo. A medida das forças de segurança britânicas provocou nota de protesto do Itamaraty, na qual o governo brasileiro manifesta "grave preocupação" com o episódio. A organização não governamental (ONG) Anistia Internacional também condenou a detenção.

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