Capriles: eleições na Venezuela foram roubadas
"A verdade, do tamanho do nosso país, é que vocês fraudaram este processo eleitoral e vocês têm que explicar isto ao país e ao mundo", disse o líder da oposição Capriles ao dar um ultimato ao Conselho Nacional Eleitoral para que inicie a auditoria sobre as urnas da eleição de 14 de abril, que elegeu o chavista Nicolás Maduro, até esta quinta-feira
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247 com agências internacionais - O líder opositor venezuelano Henrique Capriles acusou nesta quarta-feira o governo de ter "roubado" as eleições presidenciais de 14 de abril passado, vencidas por Nicolás Maduro por estreita margem de votos.
"A verdade, do tamanho do nosso país, é que vocês roubaram as eleições, vocês fraudaram este processo eleitoral e vocês têm que explicar isto ao país e ao mundo", disse Capriles em entrevista coletiva, na qual deu um ultimato ao Conselho Nacional Eleitoral para que inicie a auditoria sobre as urnas da eleição de 14 de abril até esta quinta-feira.
"Avisamos ao CNE, depois de amanhã não vamos esperar mais. Vocês assumiram um compromisso (de realizar a auditoria) e eu também assumi um compromisso com os venezuelanos", disse Capriles em entrevista na TV venezuelana.
Comissão parlamentar vai investigar Capriles
O líder de oposição venezuelano Henrique Capriles será investigado por uma comissão parlamentar formada nesta quarta-feira em meio a duras denúncias de membros do governo, que chamaram o ex-candidato presidencial de "assassino" por convocar protestos depois do apertado resultado da eleição deste mês.
Capriles, governador do Estado de Miranda, perdeu a eleição para Nicolás Maduro por menos de 2 pontos percentuais, mas a oposição alegou fraude e solicitou uma recontagem completa dos votos, em meio a violentos protestos que, segundo o governo, deixaram nove mortos e quase 80 feridos.
"Ontem uma menina de 11 anos morreu, mais outro morto do fascismo que carrega o assassino Henrique Capriles Randoski, e que mais cedo do que tarde terá de pagar por esses crimes. Não é assim que na democracia se dirimem nossas diferenças", disse o deputado Pedro Carreño, presidente da comissão.
Mas a oposição nega que as mortes e danos ao patrimônio público tenham sido resultantes dos protestos, e apresentou testemunhos de alguns familiares que contradizem a versão oficial.
Pelo Twitter, Capriles convocou uma nova mobilização nacional em 1º de maio. Minutos depois, Maduro fez a mesma coisa, o que gera a preocupação de que os grupos rivais protagonizem novos incidentes violentos nessa data.
A primeira reunião da comissão parlamentar, formada exclusivamente por deputados governistas, será na segunda-feira. A investigação poderá ser levada ao Ministério Público com um pedido de abertura de processo judicial.
"Não podem ficar impunes as mortes ordenadas pelo fascista assassino Capriles. As investigações estão adiantadas, doa a quem doer", escreveu no Twitter o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.
A ministra de Assuntos Penitenciário, Iris Varela, disse que "prepara uma cela" para Capriles. "Eu garanto a você que na prisão ninguém lhe tocará... você tem de pagar por seus crimes", disse.
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