Candidatos à presidência do Afeganistão apontam fraudes

Os três principais candidatos à presidência do Afeganistão denunciaram "problemas", "irregularidades" e "fraudes" durante o processo de votação realizado neste fim de semana, para escolher, além do futuro presidente, governadores das 34 províncias ou estados afegãos

Afghan National Security Forces discuss strategies in the Operations Coordination Center - Regional East during the election day at Forward Operating Base Thunder, Paktia province, Afghanistan, April 5, 2014. The security forces were responsible for ensur
Afghan National Security Forces discuss strategies in the Operations Coordination Center - Regional East during the election day at Forward Operating Base Thunder, Paktia province, Afghanistan, April 5, 2014. The security forces were responsible for ensur (Foto: Leonardo Attuch)


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Alex Rodrigues, da Agência Brasil - Os três principais candidatos à presidência do Afeganistão denunciaram "problemas", "irregularidades" e "fraudes" durante o processo de votação realizado ontem (5), para escolher, além do futuro presidente, governadores das 34 províncias ou estados afegãos. O resultado preliminar do primeiro turno do pleito deve ser conhecido a partir do próximo dia 24.

“Foi um grande dia para a democracia no Afeganistão, mas houve problemas em determinados locais”, afirmou o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, Zalmai Rassoul, um dos candidatos a suceder o atual presidente afegão, Hamid Karzai. Primeiro presidente do país eleito após a queda dos taliban, em 2001, Karzai comandou primeiro o governo interino, sendo eleito em 2004 e reeleito em 2009, em meio a denúncias de fraudes no processo eleitoral. 

Segundo Rassoul, várias denúncias relativas a suspeita de fraudes foram comunicadas à comissão eleitoral responsável por fiscalizar o pleito e deverão ser apuradas “para que não haja votos falsos”.

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Já o ex-ministro das Finanças e também candidato à presidência, Ashraf Ghani, reforçou, por meio de sua conta no Twitter, que "há relatos de fraudes graves em vários locais".

O terceiro candidato a questionar o processo eleitoral é Abdulhah Abdullah, líder da oposição e candidato à presidência derrotado em 2009. Embora tenha classificado o grande número de eleitores que compareceram às seções como um sinal “de grande sucesso”, Abdullah destacou que a eleição não ocorreu "livre de irregularidades".

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Além dos ataques de grupos extremistas e terroristas contrários à realização da votação, em alguns dos mais de 6 mil colégios eleitorais, foram registrados problemas como a falta de cédulas – o que as autoridades locais festejaram como um indício de que a participação popular superou a expectativa inicial. A estimativa era de que ao menos 12 mil afegãos estivessem aptos a votar, mas temia-se que as ameaças de ataques desencorajassem muitos deles a irem votar – o que, aparentemente, não aconteceu, mesmo com as fortes chuvas registradas em algumas regiões do país.

Em nota divulgada pela Missão de Assistência das Nações Unidas para o Afeganistão (Unama), os membros do Conselho de Segurança reiteraram a importância das eleições para o processo de transição do poder e para o desenvolvimento da democracia afegã. Os conselheiros também elogiaram a participação e a coragem da população e estimularam o governo afegão a, com a ajuda da comunidade internacional, continuar enfrentando as ameaças à segurança e à estabilidade nacional.

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Alguns atentados foram registrados ao longo do dia. O mais grave deles aconteceu na província de Zabul, onde dois policiais morreram e dois ficaram feridos devido à explosão de uma bomba. Outras quatro pessoas sofreram ferimentos em outra explosão à bomba, próximo a um local de votação no estado de Logar.

*Com informações das agências Telam e Lusa

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