Candidato à Assembleia Constituinte é executado na Venezuela

O advogado José Félix Pineda Marcano, de 39 anos, candidato à Assembleia Nacional Constituinte, foi morto a tiros em Ciudad Bolívar, capital do estado de Bolívar, no sul da Venezuela; ele foi atacado por bandidos quando estava em casa

Forças de segurança venezuelanas pegam fogo durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas REUTERS/Ueslei Marcelino
Forças de segurança venezuelanas pegam fogo durante protesto contra o presidente Nicolás Maduro, em Caracas REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Giuliana Miranda)


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Da Agência EFE

Um candidato à Assembleia Nacional Constituinte foi morto a tiros em Ciudad Bolívar, capital do estado de Bolívar, no sul da Venezuela, informou hoje (30) o Ministério Público. Explicou que o advogado José Félix Pineda Marcano, de 39 anos, estava em casa com familiares e amigos quando duas pessoas invadiram o local, renderam todos e arrastaram para fora do imóvel.

Depois de tirá-lo de casa, dois homens atiraram contra o advogado, que era um dos candidatos à Assembleia Nacional Constituinte, que terá seus representantes eleitos neste domingo. A morte está sendo investigada, segundo a promotoria.

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Pineda Marcano era candidato pelo setor Comunas e a morte ocorreu na véspera das eleições, marcada pelos protestos da oposição e pelo clima de tensão pelas críticas dos opositores e de boa parte da comunidade internacional ao protesto.
Neste domingo, os venezuelanos elegem 545 representantes responsáveis por redigir um novo ordenamento jurídico do país através de uma Assembleia Constituinte, um processo rejeitado pela oposição e por grande parte da comunidade internacional.

Os opositores afirmaram que boicotariam as eleições e prometeram uma série de protestos para evitar o que chamam de fraude.

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O governo do presidente Nicolás Maduro proibiu qualquer manifestação ou concentração que possa impedir o processo.

Agentes do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) prenderam hoje, durante um protesto contra as eleições dos representantes da Assembleia Nacional Constituinte, o jornalista venezuelano Euclides Sotillo, da emissora privada Venevisión.

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A informação foi divulgada pelo Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa da Venezuela. Segundo o sindicato, Sotillo foi "golpeado, arrastado pelo chão e teve seu telefone destruído durante a detenção pelos militares". A prisão ocorreu no oeste de Caracas, mas o jornalista foi solto pouco depois.

O repórter, no entanto, foi detido mais uma vez poucos minutos depois pelo Sebin, informou o sindicato, que divulgou um vídeo que mostra dois homens vestidos de preto, carregando grandes armas, levando um civil, que seria o jornalista preso.

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Polícia dispersa protestos

Agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) dispersaram neste domingo, com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, dois protestos na região de El Paraíso, no oeste de Caracas, contra as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte. O governo havia proibido manifestações.

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"Começa a repressão. A GNB não para de atacar em El Paraíso", anunciou o vereador da oposição Jesús Armas no Twitter, publicando várias imagens onde é possível ver agentes das forças de segurança e a fumaça das bombas de gás lacrimogêneo.

O vereador pediu proteção aos moradores da região em decorrência dos confrontos e pelas "agressões" contra eles. Além disso, Armas disse que funcionários do Comando Nacional Antiextorsão e Sequestro (Conas) invadiram uma das casas e provocaram um incêndio em um estacionamento da região.

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Segundo vários deputados da oposição, os incidentes em El Paraíso começaram durante a madrugada. A agência de notícias EFE tentou chegar à região, mas foi impedida pela polícia, que bloqueou os acessos.

Uma moradora de El Paraíso disse que a tensão começou por volta das 6h (7h em Brasília), quando os agentes chegaram à região lançando bombas de gás lacrimogêneo e atirando contra os manifestantes, que levantaram barricadas contra a Constituinte.

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