Campanha eleitoral na Venezuela entra na reta final
Faltam duas semanas para as eleições legislativas na Venezuela, um momento importante na vida política do país que permitirá a renovação de uma Assembleia Nacional (AN-Parlamento unicameral) que funcionou na ilegalidade durante cinco anos devido à ação da extrema direita
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247 - Em 6 de dezembro realizam-se na Venezuela as eleições parlamentares. O país latino-americano enfrentou um longo período marcado pela violência, o saque de recursos financeiros, escândalos de corrupção, pressão e agressões externas, crise econômica e tantos outros males causados pela ação da extrema direita e forças internacionais, principalmente os Estados Unidos.
O jornalista venezuelano Hermann Escarrá disse que o processo eleitoral se desenvolve sobre bases jurídicas bem definidas na constituição do país.
Para o analista político e candidato à Assembleia Nacional, a eleição reflete a decisão do governo de promover a paz e a estabilidade no país e defender os interesses do povo, "cansado da ingerência". O momento político venezuelano evidencia ainda a presença de forças políticas que se opõem à Constituição e a qualquer solução negociada.
"Por isso vamos com a ideia de recuperar o Parlamento, o patrimônio da nação, reordenar a questão financeira e trabalhar a legislação social com o apoio das comunas", disse Escarrá.
"Quem apela à violência, à distorção da realidade venezuelana, provavelmente procurará todo tipo de obstáculo para impedir as eleições", disse, "mas qualquer tentativa de ignorar a legalidade das eleições é um atentado contra a democracia".
"Opor-se a isto é render-se à ânsia econômica e financeira da potência imperial norte-americana de derrubar o governo legítimo", destacou o conceituado jurista.
"O caminho foi longo, destacou, mas temos a certeza que as forças revolucionárias vão recuperar a legitimidade do Poder Legislativo, afirmou", segundo a Prensa Latina.
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