Cameron diz que não haverá negociação sobre Malvinas
Premiê britânico descarta acordo com a Argentina a respeito da soberania das ilhas; futuro do território será decidido por meio de um referendo que será realizado no início do ano
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Agência Brasil e Opera Mundi - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, disse que não haverá negociação com a Argentina a respeito da soberania das Ilhas Malvinas.
Nesta semana, a guerra em torno das ilhas, que os britânicos chamam de Falklands, completou 30 anos. A Grã-Bretanha saiu vencedora no conflito, mas a Argentina reivindica a soberania do território.
Cameron acrescentou que os moradores das ilhas irão decidir o futuro do território em um referendo a ser realizado no início de 2013. Segundo ele, o plebiscito "vai colocar um fim definitivo à questão". O premiê pediu à presidente da Argentina, Cristina Kirchner, que parasse com as reivindicações de comando das ilhas, qualificando-as de "ameaças agressivas".
O governo argentino publicou, nesta qinta-feira 14, um anúncio de meia página em alguns jornais do Reino Unido com uma carta da chefe de Estado. Nela, Kirchner afirma que o controle do Reino Unido sobre as Ilhas Malvinas é um "caso de colonialismo anacrônico" e pede que os britânicos deem "uma chance à paz".
A embaixadora argentina em Londres, Alicia Castro, também publicou uma carta na edição de quinta-feira do jornal The Independent criticando a invasão das ilhas por seu próprio país em abril de 1982. Segundo ela, a guerra tratou-se de "uma tentativa vil" da junta militar ditatorial que governava o país de se manter no poder ganhando apoio popular. E que o objetivo atual do governo é a retomada de negociações para se obter a paz e a reconciliação.
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