Camboja nega rumor sobre construção de base naval chinesa

A China rebateu as alegações estadunidenses, afirmando que Washington espalha desinformação e ameaça a paz

(Foto: REUTERS/Samrang Pring)


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247 - O governo do Camboja negou o rumor divulgado pelo The Washington Post relativo à suposta construção em segredo de uma base naval chinesa no país do Sudeste Asiático. 

Tea Banh, ministro da Defesa do Camboja, assegurou durante a cerimônia de inauguração do projeto de modernização em parceria com Pequim da Base Naval de Ream que este a tornaria capaz de acomodar embarcações que produzem até 5 mil toneladas de deslocamento, uma melhoria em relação às atuais 1 mil toneladas, mas ainda muito rasa para grande parte de navios militares. 

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"Por favor, não fiquem muito preocupados com a base Ream", disse Tea Banh, acrescentando que convidou representantes estrangeiros para assegurar que "não há nada aqui". “Este porto é muito pequeno e, mesmo depois de melhorado, não pode ser um porto que ameace nenhum país”. 

A chancelaria chinesa, através do porta-voz Zhao Lijian, enfatizou que a cooperação com o Camboja é perfeitamente legítima. “A China e o Camboja são parceiros cooperativos estratégicos abrangentes que desfrutam de cooperação aberta, transparente, lógica e legítima em vários setores". 

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O trabalho conjunto de Pequim e Phnom Penh tem sido “um bom exemplo de construção de um novo tipo de relações internacionais e uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade”, afirmou ele, conforme o site RT.

Ao contrário da China, que tem apenas uma base estrangeira, no Djibuti, “os EUA administram mais de 800 bases militares no exterior”, lembrou Zhao.

O porta-voz também criticou Washington pela agressividade de sua política externa, apontando para o fato de que os EUA possuem o maior orçamento de defesa do mundo, estão constantemente envolvidos em guerras no exterior, interferem nos assuntos internos de outras nações e enviam aeronaves militares e navios de guerra “para flexionar os músculos à porta de outros países”.

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“Quem está minando a segurança e a estabilidade global e regional e espalhando desinformação? Qualquer um pode dizer”, destacou o porta-voz.  

Zhao ainda mencionou os comentários da embaixada cambojana nos EUA, que rotulou as alegações estadunidenses como “acusações infundadas motivadas a enquadrar negativamente a imagem do Camboja”.

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Após a cerimônia, a Embaixada dos EUA em Phnom Penh insistiu, sem apresentar evidências sobre uma presença militar chinesa em Ream, que isto "poderia ameaçar a autonomia do Camboja e minar a segurança regional”.

“Os EUA e os países da região expressaram preocupação com a falta de transparência sobre a intenção, natureza e escopo deste projeto, bem como o papel que os militares da RPC estão desempenhando em sua construção e no uso pós-construção da instalação”, disse a porta-voz da embaixada Stephanie Arzate em um email para a agência Associated Press.

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