Câmara dos EUA fará primeira votação do inquérito de impeachment de Trump

Votação será o primeiro teste formal do apoio à investigação. Os democratas, que ocupam 224 das 435 cadeiras da Câmara, só precisam de uma maioria simples para aprovar a resolução

Donald Trump, presidente dos EUA
Donald Trump, presidente dos EUA (Foto: REUTERS/Carlos Barria)


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Reuters - Parlamentares dos Estados Unidos devem realizar nesta quinta-feira sua primeira votação do inquérito de impeachment do presidente Donald Trump, já que a Câmara dos Deputados controlada pelos democratas adotará uma medida que estabelece os próximos passos da iniciativa.

A votação será o primeiro teste formal do apoio à investigação. Os democratas, que ocupam 224 das 435 cadeiras da Câmara, só precisam de uma maioria simples para aprovar a resolução.

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A medida pede audiências públicas e a divulgação de transcrições de procedimentos realizados a portas fechadas, e também delineia que direitos os parlamentares republicanos e o próprio Trump terão de participar à medida que o processo avança.

Republicanos acusam democratas de desrespeitar os direitos de Trump e de manterem o processo sigiloso demais.

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A Constituição dos EUA dá à Câmara uma autoridade ampla para determinar as regras básicas de um inquérito de impeachment, e os democratas dizem que estão seguindo as regras da Câmara para as investigações. Eles prometeram realizar audiências públicas no caso contra Trump.

Os parlamentares que lideram a investigação também planejam ouvir um depoimento a portas fechadas de Tim Morrison, principal especialista em Rússia do Conselho de Segurança Nacional de Trump. Morrison renunciou ao cargo que ocupava na quarta-feira, disse um funcionário de alto escalão do governo.

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Membros dos três comitês que realizam a investigação esperam que Morrison forneça mais detalhes sobre as negociações de Trump com a Ucrânia. Como Morrison se envolveu diretamente nas negociações, seu depoimento pode servir como contraponto a acusações dos colegas republicanos de Trump de que até agora o inquérito se baseou principalmente em relatos de segunda mão.

Membros dos comitês convidaram uma figura muito mais importante, o ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, para depor na semana que vem. Houve quem dissesse que Bolton ficou alarmado com um esforço da Casa Branca para pressionar o presidente ucraniano a investigar rivais políticos de Trump.

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Se a Câmara pedir um impeachment, só será necessária uma maioria simples para desencadear um julgamento no Senado – este comandado pelos republicanos. Uma condenação exigiria o apoio de uma maioria de dois terços do organismo de 100 integrantes.

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