Câmara dos Comuns do Canadá aprova moção chamando ações da Rússia na Ucrânia de suposto 'genocídio'
Os legisladores da Câmara dos Comuns do Canadá aprovaram uma moção classificando as ações da Rússia na Ucrânia durante sua operação militar especial como um suposto "genocídio"
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Sputnik - Os legisladores da Câmara dos Comuns do Canadá aprovaram uma moção classificando as ações da Rússia na Ucrânia durante sua operação militar especial como um suposto "genocídio".
A medida legislativa foi informada por meio da conta oficial do Twitter da casa legislativa nesta quarta-feira (27).
“Por concordância unânime, a Câmara dos Comuns adotou uma moção sobre atos de genocídio contra o povo ucraniano”, informou a postagem na rede social hoje (27).
Na última sexta-feira (22), o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos disse que não tem informações que indiquem atos de genocídio na Ucrânia.
Funcionários da cúpula do governo Biden disseram que os relatórios de inteligência dos Estados Unidos não indicam alegações de que um genocídio está ocorrendo na Ucrânia, de acordo com relatos da mídia americana.
Na semana passada, o Canadá anunciou a imposição de sanções a 14 pessoas com relacionamento estreito com o governo russo, incluindo a presidente do Banco Central, Elvira Nabiullina, alguns executivos do país e as duas filhas do presidente Vladimir Putin.
O anúncio foi feito pela Global Affairs Canada (agência canadense para assuntos globais).
A última rodada de sanções por parte de Ottawa incluiu também Mikhail Fridman, Pyotr Aven e German Khanum, donos de um dos maiores bancos russos, o Alfa Bank.
Outros empresários russos — Mikhail Gutseriev, Oleg Boyko, Aleksandr Ponomarenko e Igor Makarov — também foram alvos de restrições.
"Estas novas medidas impõem restrições a 14 associados ao governo russo, incluindo oligarcas russos e seus membros familiares. Também incluem as duas filhas adultas do presidente Putin", disse a autarquia em um comunicado.
Além disso, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, informou que deve fornecer artilharia pesada para a Ucrânia nas próximas semanas, a pedido do país aliado.
Em 24 de fevereiro, a Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia após as repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL) pedirem ajuda para se defender dos ataques das tropas ucranianas.
Somente a infraestrutura militar do país está sendo visada pelo Exército da Federação da Rússia.
Moscou disse, em diversas ocasiões, que não mantém planos de ocupar o país ou tampouco de usar armas nucleares no conflito.
Hoje, o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a operação militar especial em Donbass ocorre para evitar um grande conflito no território russo no atual cenário internacional.
A Rússia não pode permitir que sejam criados territórios antirrussos em torno do país, segundo o chefe do Executivo russo, apontando que quando a Ucrânia se tornou independente a Rússia partiu do princípio de que seria um país amigável.
Para Vladimir Putin, a Rússia é considerada um perigo para o Ocidente devido ao seu tamanho e autonomia.
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