Calote do governo Bolsonaro junto a organismos internacionais chega a R$ 10,1 bi
Dívida acumulada do governo Jair Bolsonaro junto a organismos internacionais chega a R$ 10,1 bilhões e o Orçamento da União para este ano prevê o repasse de apenas R$ 2,2 bilhões para esta finalidade
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247 - O governo Jair Bolsonaro acumula uma dívida de R$ 10,1 bilhões junto a organismos internacionais e o Orçamento da União para este exercício só prevê o pagamento de R$ 2,2 bilhões. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, o valor não cobre os compromissos de R$ 4,2 bilhões previstos para este ano e os recursos ainda deverão encolher, uma vez que o Ministério da Economia cortou despesas para atender à demanda do Congresso por emendas parlamentares.
O calote pode comprometer o voto do Brasil nas organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU). Nos últimos ano, o Brasil vem quitando suas obrigações com dificuldade visando não perder o direito ao voto e prejudicar a candidatura do país para uma vaga de membro do Conselho de Segurança da ONU em 2022 e 2023.
O Brasil também acumula dívidas de cerca de R$ 500 milhões junto a Organização Mundial da Saúde (OMS) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). No ano passado, o governo Bolsonaro não pagou as cotas para a integralização do Brasil no capital do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira criada pelos cinco países do grupo do Brics, formado pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
De acordo com a reportagem, o Ministério da Economia disse ser “bastante provável” que novos cortes sejam feitos e afetem os pagamentos dos organismos internacionais. “Em caso de não haver crédito suplementar ao longo do ano, não será possível quitar os compromissos com organismos internacionais, uma vez que tais pagamentos estão condicionados à existência de previsão orçamentária e financeira”, afirmou a pasta por meio de nota.
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