Buenos Aires tem segunda noite de protestos contra reforma da Previdência

Buenos Aires viveu mais uma noite de protestos contra a reforma da Previdência de Maurício Macri; dezenas de pessoas saíram espontaneamente às ruas de diferentes cidades da Argentina para protestar com panelaços, pela segunda noite consecutiva, contra a reforma da Previdência; a reforma foi aprovada nessa terça-feira (19), provocando grande polêmica no país

Buenos Aires tem segunda noite de protestos contra reforma da Previdência
Buenos Aires tem segunda noite de protestos contra reforma da Previdência (Foto: MARTIN ACOSTA/Reuters)


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Da EFE

Dezenas de pessoas saíram espontaneamente às ruas de diferentes cidades da Argentina para protestar com panelaços, pela segunda noite consecutiva, contra a reforma da Previdência. A reforma foi aprovada nessa terça-feira (19), provocando grande polêmica no país.

Os panelaços, espontâneos e pacíficos, provocaram cortes nas principais avenidas de Buenos Aires e tiveram como auge a Praça do Congresso, onde, na noite de segunda-feira (18), os moradores da capital protestaram até a madrugada.

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Paralelamente, no interior do edifício do Congresso, a Câmara dos Deputados discutiu, por várias horas, se aprova e envia ao Senado o projeto de reforma tributária, com o qual o Executivo quer encorajar investimentos e crescimento, em troca de menor pressão fiscal.

As reivindicações também foram ouvidas em diferentes cidades do país, como Mar del Plata (província de Buenos Aires), Córdoba (centro) e Bariloche (sul), bem como em várias localidades do cinturão urbano da capital.

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O projeto sobre a Previdência foi aprovado ontem, com 127 votos a favor - da coligação governista Cambiemos e de deputados opositores que responderam aos governadores - contra 117 e duas abstenções.

"O que fizemos com essa reforma foi garantir, durante os próximos anos, uma fórmula que os defenda do pior que sofreram, a inflação, contra a qual estamos lutando, mas não conseguimos vencer", disse o presidente Mauricio Macri.

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Os regulamentos até agora em vigor estabeleceram um ajuste semestral, com base na cobrança da Previdência Social e na variação salarial.

Em seu discurso, Macri se referiu ao bônus econômico adicional que, por meio de um decreto, compensará a perda que poderá afetar os pensionistas no primeiro trimestre do ano, devido à transição pela mudança de fórmula.

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