Brasileiro pode estar entre vítimas de ataque na Tunísia
Atiradores vestindo uniformes militares invadiram o museu nacional da Tunísia nesta quarta-feira e mataram 17 turistas estrangeiros e dois tunisianos, um dos piores ataques de militantes num país que passou quase incólume pelo turbilhão da "Primavera Árabe" na região; visitantes de Itália, Alemanha, Polônia e Espanha estão entre os mortos no atentado; o Ministério das Relações Exteriores tenta confirmar a infomação de que um brasileiro estaria entre os mortos; forças de segurança ocuparam o antigo palácio cerca de duas horas mais tarde, mataram dois militantes e libertaram outros turistas feitos reféns no museu
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Reuters - Atiradores vestindo uniformes militares invadiram o museu nacional da Tunísia nesta quarta-feira e mataram 17 turistas estrangeiros e dois tunisianos, um dos piores ataques de militantes num país que passou quase incólume pelo turbilhão da "Primavera Árabe" na região.
Visitantes de Itália, Alemanha, Polônia e Espanha estão entre os mortos no atentado, ocorrido ao meio-dia local no museu Bardo, que fica próximo do Parlamento, no centro de Túnis, informou o primeiro-ministro, Habib Essid. O Ministério das Relações Exteriores tenta confirmar a infomação de que um brasileiro estaria entre os mortos.
Forças de segurança ocuparam o antigo palácio cerca de duas horas mais tarde, mataram dois militantes e libertaram outros turistas feitos reféns no museu, disse um porta-voz do governo. Um policial foi morto durante a operação da polícia.
A comissária de Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, afirmou que "organizações terroristas" estavam por trás do ataque.
"A UE está determinada a mobilizar todas as ferramentas que tem para apoiar totalmente a Tunísia na luta contra o terrorismo", acrescentou ela.
O premiê declarou em discurso à nação: "Todos os tunisianos devem estar unidos depois deste ataque, que teve como objetivo destruir a economia tunisiana."
Imagens de televisão mostraram dezenas de pessoas, incluindo estrangeiros idosos e um homem carregando uma criança, buscando abrigo no complexo, sob a proteção de forças de segurança mirando rifles para o alto.
O atentado contra um alvo de tamanha visibilidade é um golpe para o país norte-africano, que depende muito do turismo europeu e foi praticamente poupado de grandes episódios de violência militante desde sua rebelião de 2011 para depor o autocrata Zine El-Abidine Ben Ali.
O levante tunisiano inspirou a chamada "Primavera Árabe" na vizinha Líbia e no Egito, na Síria e no Iêmen, mas a adoção de uma nova Constituição e a realização de eleições essencialmente pacíficas angariaram elogios generalizados e contrastaram com o caos que tomou conta destes países.
As autoridades não identificaram de imediato os atiradores, mas vários grupos militantes islâmicos emergiram na Tunísia desde o levante, e as autoridades estimam que cerca de três mil tunisianos se juntaram aos combatentes no Iraque e a Síria, o que despertou temores de que possam voltar e realizar atentados em casa.
"Dois terroristas disfarçados com uniformes militares entraram no prédio do Parlamento e depois no museu, onde atacaram os turistas. Dezenove pessoas morreram, incluindo 17 turistas estrangeiros. Vinte e dois turistas estão feridos", afirmou o premiê.
Um funcionário do Ministério das Relações Exteriores italiano em Roma afirmou que dois italianos ficaram feridos no atentado desta quarta-feira.
O museu é conhecido pela sua coleção de artefatos antigos e mosaicos tunisianos, além de outros tesouros da Roma clássica e da Grécia.
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