Brasileira recebe acusação formal de vandalismo na Rússia
Ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel foi oficialmente comunicada nesta quinta-feira 31 pela Justiça russa da acusação de vandalismo pelos atos de protesto dos quais participou em uma plataforma petrolífera no país; ela está detida há cerca de dois meses no país
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Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A brasileira ativista do Greenpeace Ana Paula Maciel, 31 anos, foi oficialmente comunicada hoje (31) pela Justiça russa da acusação de vandalismo pelos atos de protesto dos quais participou em uma plataforma petrolífera no país. A ativista está detida na Rússia há cerca de dois meses. A audiência para comunicar a acusação era para ter ocorrido ontem (30), mas houve um adiamento. Ainda não há informação sobre quais ações serão tomadas pelos advogados de defesa.
Na semana passada, a Justiça da Rússia informou que as acusações aos ativistas seriam amenizadas - de pirataria para vandalismo. O ato, porém, não havia sido oficializado. Os 30 ativistas envolvidos estão sendo convocados, um a um, para serem comunicados sobre a nova acusação.
De acordo com a legislação da Rússia, a alteração significa redução das penas que poderão ser aplicadas, se eles forem condenados. No caso de vandalismo, a pena pode chegar a sete anos de reclusão. Se fossem acusados e condenados por pirataria, poderiam pegar até 15 anos de prisão. O Greenpeace, que tem participado da defesa dos ativistas, rechaçou as novas acusações e informou que irá recorrer.
Segundo a organização, a oficialização da acusação de vandalismo não retira automaticamente a acusação de pirataria. Espera-se que, em breve, a Justiça russa oficialize, também, a retirada dessa acusação. Na semana passada, o pedido de fiança de Ana Paula Maciel, assim como dos outros detidos, foi negado pela Justiça do país.
Os ativistas do Greenpeace foram detidos no Ártico quando faziam um protesto em um barco de bandeira holandesa, em águas internacionais. Todos os participantes do movimento tiveram prisão preventiva decretada até 24 de novembro. Quando o prazo expirar, nova prisão preventiva poderá ser decretada, os detidos poderão ser soltos para responder o processo em liberdade ou o caso poderá ser julgado até a data.
Edição: Carolina Pimentel
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