“Brasil vive a maior crise de sua história”, diz Celso Amorim

“Não é exagero dizer que o Brasil vive a crise mais grave de sua história. Com quase 4.000 mortes por dia e avançando rapidamente para a cifra de 500.000 pessoas mortas pela Covid-19, o Brasil não é apenas o epicentro da pandemia. Também se tornou o terreno fértil para novas variantes do vírus”, alerta o ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim

(Foto: Wilson Dias/Agencia Brasil)


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247- O ex-chanceler e ex-ministro da Defesa Celso Amorim, em artigo publicado no The Guardian alerta que “não é exagero dizer que o Brasil vive a crise mais grave de sua história. Com quase 4.000 mortes por dia e avançando rapidamente para a cifra de 500.000 pessoas mortas pela Covid-19, o Brasil não é apenas o epicentro da pandemia. Também se tornou o terreno fértil para novas variantes do vírus: uma ameaça real para seu próprio povo e toda a humanidade”.

“Em meio a uma guerra de saúde pública que está perdendo, o presidente Jair Bolsonaro está jogando o país mais fundo no abismo, de onde dificilmente sairá. Além do sofrimento causado a centenas de milhares, talvez milhões, de parentes e amigos das vítimas, a economia mergulhou na recessão, com 14% da força de trabalho condenada a algum tipo de ajuda governamental. Em contraste com o que aconteceu durante a primeira onda da pandemia, quando o Congresso forçou o governo a distribuir ajuda financeira relativamente significativa para uma grande parte da população, agora menos pessoas serão beneficiadas e com um valor menor”, acrescenta. 

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O ex-chanceler destaca que, “com seus repetidos avisos sobre o caos iminente, Bolsonaro parece estar conscientemente brincando com uma ‘profecia autorrealizável’, de cujas terríveis consequências ele espera de alguma forma lucrar. O mesmo vale para as constantes ameaças — do próprio presidente ou de algum de seus associados — de uso da força contra governadores de estados que tomam medidas, como bloqueios e toques de recolher, para combater a propagação da pandemia”. 

“Uma tentativa de um de seus apoiadores na Câmara dos Deputados de arrancar o controle da polícia militar local (uma espécie de guarda nacional) dos governadores estaduais e transferi-la para o presidente acaba de fracassar. Mas outros movimentos ou provocações estão fadados a ocorrer, com consequências imprevisíveis, em meio a uma situação socioeconômica cada vez mais volátil. Tudo isso tendo como pano de fundo uma presença cada vez maior de Lula na arena política, nacional e internacional. A possível vitória da esquerda ou centro-esquerda nas próximas eleições presidenciais está novamente no horizonte. Para muitas pessoas, isso significa esperança em meio à tragédia”, conclui. 

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