Brasil se une a extrema-direita húngara para financiar fundamentalistas cristãos no Oriente Médio

Os governos de extrema-direita de Viktor Orban, da Hungria, e o de Jair Bolsonaro estão mantendo entendimentos sobre o financiamento a fundamentalistas cristãos no Oriente Médio

Viktor Orban e Jair Bolsonaro
Viktor Orban e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)


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247 - O governo Bolsonaro mantém entendimentos com o governo de extrema-direita de Viktor Orban da Hungria, um dos mais reacionários da Europa, visando a financiar grupos fundamentalistas cristãos no Oriente Médio.

Segundo o jornalista Jamil Chade, a parcertia proposta por Orban está sendo examinada pessoalmente pelo chanceler brasileiro Ernesto Araújo. 

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"Depois de noventa anos de reconhecimento diplomático entre os dois países, o ano de 2019 marcou a primeira visita de um chanceler brasileiro ao governo de Budapeste. Mas Ernesto Araújo não foi o único. No total, foram seis visitas de alto escalão entre os dois países, inclusive de Eduardo Bolsonaro e Damares Alves, em menos de doze meses - informa o jornalista em seu blog.

.A informação da parceria foi dada pelo chanceler húngaro, Péter Szijjártó. 

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Jamil Chade destaca que o governo de extrema-dierita da Hungria "elogiou o fato de o presidente do Brasil falar 'abertamente' sobre o papel do cristianismo". 

"Entreguei uma pilha de projetos ao chanceler Araujo e espero que ele escolha um ou alguns projetos", afirmou o ministro húngaro à coluna. .

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"O Itamaraty confirmou que o tema foi alvo de uma conversa entre os dois governos. Mas indicou que não existe ainda uma definição. Na ONU, o discurso de proteção aos cristãos já foi usado pelo Ministério de Direitos Humanos do Brasil", informa Jamil Chade, que destaca que entre os principais aliados da extrema-direita húngara estão "os EUA de Donald Trump, as ultraconservadoras Polônia e República Tcheca e, claro, o Brasil de Jair Bolsonaro".

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