Brasil não cogita expulsar diplomatas sírios por massacre em Houla

Na contramão de EUA, França, Espanha, Itália, Austrália e outros, País não vê motivo para declaração de 'personas non grata'

Brasil não cogita expulsar diplomatas sírios por massacre em Houla
Brasil não cogita expulsar diplomatas sírios por massacre em Houla (Foto: Reuters)


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Roberta Lopes* _Repórter da Agência Brasil, Brasília - O Brasil não cogita expulsar diplomatas sírios por causa do massacre de civis na cidade de Houla, na Região Central da Siria, que deixou como saldo 108 mortos e 300 feridos. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Tovar Nunes, o diálogo tem que ser mantido e o Brasil não vê necessidade de declarar diplomatas sírios como personas non grata, a exemplo do que alguns países europeus estão fazendo.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse que vai aguardar as declarações do enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) à Síria, Kofi Annan, que negocia com o governo de Damasco o cumprimento do cessar-fogo entre rebeldes e tropas oficiais.

"Nos associamos integralmente às declarações do presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas [embaixador Agshin Mehdivev], que repudia os ataques [a civis] e manifesta preocupação com esses acontecimentos, que são inaceitáveis e não estão em conformidade com a agenda do enviado especial, Kofi Annan", disse Patriota, logo depois de se encontrar com o ministro de Relações Exteriores dos Países Baixos, Uri Rosenthal.

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Rosenthal disse que os Países Baixos declararam como persona non grata o representante sírio no país, que reside em Bruxelas, na Bélgica. Ele relatou ainda que seu país mandou uma mensagem para o presidente sírio, Bashar Al Assad, informando que "o tempo dele no governo acabou" e que isso tem sido repetido pela comunidade internacional o tempo todo, o que inclui a União Europeia. O ministro assegurou que o governo sírio "tem responsabilidade" pelo massacre em Houla.

Hoje, os governos do Reino Unido, da França, Espanha, Alemanha e Austrália anunciaram a decisão de expulsar embaixadores, encarregados de negócios e diplomatas sírios.

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Os Estados Unidos também decidiram expulsar o encarregado de negócios da Síria em Washington, Zuheir Jabbour, o principal representante do governo de Bashar Al Assad em Washington. Ele tem 72 horas para deixar o país.

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