Brasil e mais três países condenam expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia

Membros da coalizão de extrema direita de Benjamin Netanyahu têm buscado expandir os assentamentos no território da Cisjordânia, onde os palestinos buscam estabelecer um estado

Palácio Itamaraty, Brasília, DF
Palácio Itamaraty, Brasília, DF (Foto: Divulgação)


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247 - O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, em conjunto com Argentina, Chile e México, condenou a expansão dos assentamentos ilegais de Israel na Cisjordânia ocupada --medida que o regime israelense adota ao arrepio do direito internacional para apagar o território palestino do mapa. 

Os governos dos quatro países latino-americanos expressaram "profunda preocupação" diante da autorização concedida recentemente pelo governo israelense para construir nove postos de colonos na Cisjordânia. 

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"Nossos governos expressam oposição a qualquer ação que comprometa a viabilidade da solução de dois Estados, na qual Israel e Palestina possam compartilhar fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente, respeitando as legítimas aspirações de ambos os povos de viver em paz", dizem os países, conforme comunicado divulgado pelo MRE brasileiro. 

>>> EUA estão "profundamente consternados" com expansão de assentamentos israelenses, diz Casa Branca

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Membros da coalizão de extrema direita do premiê Benjamin Netanyahu têm buscado expandir ainda mais os assentamentos no território da Cisjordânia, capturado por Israel em uma guerra em 1967 e onde os palestinos querem estabelecer um estado independente. 

A maioria das potências mundiais considera ilegais os assentamentos de Israel na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental. Israel contesta isso e menciona laços bíblicos, históricos e políticos com a Cisjordânia, assim como interesses de segurança.

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Leia abaixo o comunicado na íntegra:

Os governos da Argentina, Brasil, Chile e México veem com profunda preocupação a decisão do governo de Israel de legalizar nove postos avançados (“outposts”) e construir dez mil casas em assentamentos existentes na Cisjordânia.

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Essas medidas unilaterais constituem graves violações do Direito Internacional e das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, especialmente a resolução 2.334 (2016), além de contribuir para elevar as tensões atuais.

Nossos governos expressam oposição a qualquer ação que comprometa a viabilidade da solução de dois Estados, na qual Israel e Palestina possam compartilhar fronteiras seguras e reconhecidas internacionalmente, respeitando as legítimas aspirações de ambos os povos de viver em paz.

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Os governos da Argentina, Brasil, Chile e México pedem a israelenses e palestinos que se abstenham de atos e provocações que possam promover nova escalada de violência e que retomem as negociações para chegar a uma solução pacífica para o conflito.

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