Brasil e China apoiam expansão do Brics
Além disso, China e Brasil concordaram em incentivar empresas chinesas e brasileiras a fazerem investimentos recíprocos
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MOSCOU, 14 de abril (Sputnik) - China e Brasil são favoráveis a discutir a expansão do formato Brics, afirmaram os dois países em um comunicado conjunto na sexta-feira.
A declaração foi emitida após a reunião entre o presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva e o presidente chinês Xi Jinping em 14 de abril, em Pequim.
"Apoiaram a promoção de discussões ativas entre os membros do BRICS sobre o processo de expansão do Brics e enfatizaram a necessidade de esclarecer os princípios orientadores, normas, critérios e procedimentos para esse processo de expansão com base em ampla consulta e consenso", disse o comunicado publicado no site do Ministério das Relações Exteriores do Brasil.
O Brics une as maiores economias em desenvolvimento do mundo - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Vários outros países pretendem se juntar ao bloco econômico, incluindo Argentina, Irã, Indonésia, Turquia, Arábia Saudita e Egito.
China aumentará investimentos em infraestrutura de transporte brasileira
Os líderes do Brasil e da China também afirmaram que seus países estão interessados em impulsionar o investimento em ferrovias e portos brasileiros, indicou a declaração conjunta.
"Ambas as partes reconheceram o alto potencial de investimento e cooperação entre os dois países na área de infraestrutura de transporte, incluindo ferrovias, e confirmaram que o desenvolvimento econômico e social sustentável contínuo depende de uma infraestrutura de transporte eficiente", afirmou o comunicado.
Lula e Xi expressaram seu mútuo desejo de aprofundar o investimento e a cooperação entre os dois países em relação aos portos, em particular no desenvolvimento de infraestrutura e melhoria das operações portuárias.
Além disso, China e Brasil concordaram em incentivar empresas chinesas e brasileiras a fazerem investimentos recíprocos, especificamente em infraestrutura, logística, energia, mineração, agricultura e indústria de alta tecnologia.
Esforços conjuntos para combater as mudanças climáticas
Pequim e Brasília também concordaram em aumentar sua cooperação na luta contra as mudanças climáticas e a perda de biodiversidade, segundo o comunicado.
"Tendo em mente que os efeitos das mudanças climáticas já estão sendo inequivocamente sentidos, Brasil e China decidiram fortalecer sua cooperação na área de proteção ambiental, combate às mudanças climáticas e perda de biodiversidade, promovendo o desenvolvimento sustentável e formas de acelerar a transição para uma economia de baixo carbono", afirmou o comunicado.
Para alcançar os objetivos estabelecidos, os dois países concordaram em criar um Subcomitê sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas dentro da Comissão de Alto Nível sino-brasileira para Consulta e Cooperação, observou o comunicado.
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