'Brasil complica a vida do Mercosul', diz ex-presidente chileno

O Brasil, que joga sobretudo na liga de potências mundiais dos BRICS, complica a vida do Mercosul e dos outros países que querem estreitar seus laços com a Ásia, disse à Sputnik o ex-presidente chileno Eduardo Frei, embaixador especial do seu país para a região do Ásia-Pacífico; "O Brasil faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), é uma potência mundial que está em outro patamar" e, embora participe também do Mercado Comum do Sul, "o que faz no final é dificultar ainda mais a vida do Mercosul e dos países que desejam buscar maior comércio com a Ásia, por exemplo ", disse Frei

O Brasil, que joga sobretudo na liga de potências mundiais dos BRICS, complica a vida do Mercosul e dos outros países que querem estreitar seus laços com a Ásia, disse à Sputnik o ex-presidente chileno Eduardo Frei, embaixador especial do seu país para a região do Ásia-Pacífico; "O Brasil faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), é uma potência mundial que está em outro patamar" e, embora participe também do Mercado Comum do Sul, "o que faz no final é dificultar ainda mais a vida do Mercosul e dos países que desejam buscar maior comércio com a Ásia, por exemplo ", disse Frei
O Brasil, que joga sobretudo na liga de potências mundiais dos BRICS, complica a vida do Mercosul e dos outros países que querem estreitar seus laços com a Ásia, disse à Sputnik o ex-presidente chileno Eduardo Frei, embaixador especial do seu país para a região do Ásia-Pacífico; "O Brasil faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), é uma potência mundial que está em outro patamar" e, embora participe também do Mercado Comum do Sul, "o que faz no final é dificultar ainda mais a vida do Mercosul e dos países que desejam buscar maior comércio com a Ásia, por exemplo ", disse Frei (Foto: Romulo Faro)


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O Brasil, que joga sobretudo na liga de potências mundiais dos BRICS, complica a vida do Mercado Comum do Sul (Mercosul) e dos outros países que querem estreitar seus laços com a Ásia, disse à Sputnik o ex-presidente chileno Eduardo Frei, embaixador especial do seu país para a região do Ásia-Pacífico.

"O Brasil faz parte dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), é uma potência mundial que está em outro patamar" e, embora participe também do Mercado Comum do Sul, "o que faz no final é dificultar ainda mais a vida do Mercosul e dos países que desejam buscar maior comércio com a Ásia, por exemplo ", disse Frei durante a cúpula empresarial China-ALC (América Latina e do Caribe) que começou na cidade de Punta del Este (sudeste do Uruguai).

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O ex-presidente referiu-se à Argentina e ao Uruguai, que recentemente assinaram acordos de comércio livre com o Chile, bem como ao Paraguai, "que também expressou sua vontade de assinar".

O Chile é membro associado do Mercosul, formado pela Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela, cuja participação está atualmente suspensa.

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De fato, Santiago está disposta a assinar este tipo de acordos com todos os países do Mercosul, inclusive com o Brasil.

"Se houver vontade, não teremos nenhum problema porque acreditamos que esta é a tendência de hoje, a realidade do mundo, e continuar a tapar o sol com a peneira não faz sentido", disse o ex-líder chileno.

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O embaixador observou que "não é por acaso que em menos de um ano assinamos acordos com o Uruguai, com a Argentina e que o Paraguai quer assinar também".

Porém, continuou Eduardo Frei, "a verdade é que, se você falar com as autoridades de todos esses países, todos dizem que o Mercosul não funciona, na realidade, não serve para nada".

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O Tratado de Livre Comércio entre o Uruguai e o Chile, pendente de ratificação pelos poderes legislativos dos dois países, foi negociado em quatro rodadas ao longo de oito meses e assinado em outubro do ano passado.

Trata-se de um pacto de "última geração", assegurou Frei.

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Entre as cláusulas figuram o comércio transfronteiriço de serviços, comércio eletrônico, questões de equidade de gênero, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, barreiras técnicas ao comércio, padrões trabalhistas e ambientais, propriedade intelectual e comércio de bens.

"A denominação de origem que copiamos do TPP [Parceria Transpacífico, também conhecido como TPP, ou seja, Trans-Pacific Partnership] significa que, se eu trouxer um produto argentino para o Uruguai e depois o levar ao Chile, adiciono valor e o exporto para o mercado da Ásia-Pacífico, este fica com a denominação de origem chilena e entra com tarifa zero, e o mesmo se passa ao contrário", explicou o ex-presidente, entrevistado pela Sputnik Mundo.
Isso, na opinião de Eduardo Frei, "permitiria ampliar os limites da região de maneira a exportar produtos com maior valor agregado, mas para isso é necessária uma rede e também que nos unamos todos".

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"A alternativa é estar condenados a lutar contra a globalização, que é a mesma coisa que combater a chuva", afirmou.

No Chile, o TLC (Tratado de Livre Comércio) ainda não foi ratificado devido ao recesso parlamentar nas vésperas das eleições gerais que se realizarão no dia 19 do mês corrente.

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No Uruguai, por outro lado, a coalizão dominante Frente Ampla tem divergências quanto à conveniência de ratificar o pacto.

Frei se absteve de comentar as questões políticas internas do Uruguai e preferiu sublinhar a experiência positiva que seu país experimentou ao abrir seu mercado.

O TLC com a Argentina, menos avançado que o negociado com o Uruguai, foi assinado no mês passado. O documento atualiza e expande as ferramentas jurídicas de ambos os países que regulam os investimentos, serviços, comércio eletrônico, compras públicas e telecomunicações.

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