Borrell diz que pediu à China que se abstenha de fornecer armas à Rússia
Segundo o chefe de política externa da União Europeia, tal medida seria uma "linha vermelha" nas relações entre Pequim e Bruxelas
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MOSCOU, 20 de fevereiro (Sputnik) - O chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, disse na segunda-feira que instou a China durante a Conferência de Segurança de Munique a se abster de cruzar uma "linha vermelha" nas relações entre Pequim e Bruxelas ao fornecer armas à Rússia.
No domingo, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a China cogitou a possibilidade de fornecer assistência militar "letal" à Rússia, incluindo armas ou munições. Até agora, disse ele, as empresas privadas chinesas forneceram à Rússia apenas apoio "não letal".
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"Tive uma conversa com ele [Diretor do Escritório Central de Relações Exteriores da China, Wang Yi] e expressei nossa forte preocupação sobre o fornecimento de armas pela China à Rússia e pedi que ele não fizesse isso, expressando não apenas nossa preocupação, mas o fato de que, para nós, seria ser uma linha vermelha para o nosso relacionamento", disse Borrell ao chegar à reunião do Conselho de Relações Exteriores da UE em Bruxelas.
O chefe de política externa da UE observou que o representante chinês disse que a China não tem planos de fornecer armas à Rússia.
"Mas permaneceremos vigilantes", acrescentou Borrel.
No início do dia, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, observou que os Estados Unidos, não a China, estavam fomentando o conflito na Ucrânia com armas, instando Washington a parar de transferir a responsabilidade por alimentar o conflito e espalhar desinformação sobre a cooperação militar entre Pequim e Moscou.
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