Boris Johnson: “faremos com que russos não tenham acesso a dinheiro”
A Rússia tem tanto o direito de viver em paz e segurança quanto outros países, afirmou neste sábado (19) o primeiro-ministro do Reino Unido
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247, com Sputnik - O primeiro-ministro do Reino Unido falou durante a Conferência de Segurança de Munique, onde exortou a Rússia a "desescalar" a situação em torno da Ucrânia, apesar da recente retirada de tropas russas.
A Rússia tem tanto o direito de viver em paz e segurança quanto outros países, afirmou no sábado (19) Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, durante a 58ª edição da Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha.
"Cada país nesta conferência compartilha a visão da segurança e prosperidade da Europa com países soberanos, que decidem eles mesmos seu destino, e vivem sem medo e ameaças, e essa visão, obviamente, também inclui a Rússia, país cuja herança cultural respeitamos profundamente, e cujos sacrifícios na luta contra o fascismo são imensuráveis", disse.
"A Rússia tem tanto direito de viver em paz e segurança quanto outros, e nós nunca devemos perder a oportunidade de sublinhar que a Rússia não tem nada que temer desta visão", apontou Johnson.
Ele expressou sua certeza de que a Rússia não ganhará nada com um possível conflito militar "catastrófico" com a Ucrânia, e que apenas terá a perder.
"Exorto de novo o Kremlin a desescalar, a retirar os militares e a regressar ao diálogo", continuou.
O premiê britânico deixou claro que sanções mais estratégicas estão previstas caso haja uma invasão da Rússia no território ucraniano. "Não devemos subestimar a gravidade do que está em jogo. Nós (principais países do Ocidente) nos unimos para criar um pacote de sanções muito severas. Estamos preparando por meio da União Europeia. Se a Rússia invadir seu vizinho vamos fazer sanções a empresas importantes de lá. Faremos com que eles não tenham acesso a dinheiro, principalmente por meio do mercado de Londres", disse.
Boris Johnson também mencionou Vladimir Putin, presidente da Rússia.
"Há um caminho pela frente, se o presidente Putin estiver pronto. Podemos discutir as ameaças que ele afirma ver, porque na realidade todos nós sabemos que todas essas ameaças são uma ilusão. Elas são produto de uma visão cronicamente errada do Kremlin sobre a OTAN, que supostamente é uma aliança ameaçadora. Essa não é a função da OTAN, a OTAN é uma aliança pacífica e defensiva".
"Nós também estamos prontos para trabalhar com o presidente Putin, para demonstrar este ponto de vista, e lhe dar as garantias de que precisa", declarou.
Na quinta-feira (17) aumentaram as tensões em torno de Donbass, depois que as repúblicas autoproclamadas de Donetsk e Lugansk anunciaram ataques por parte de militares da Ucrânia. As autoridades desses dois territórios começaram a evacuar temporariamente parte dos habitantes locais para a região de Rostov, na Rússia. Hoje (19) de manhã houve relatos de queda de projéteis em território russo, perto da fronteira.
Os países ocidentais têm acusado a Rússia nos últimos meses de preparar uma invasão da Ucrânia, apesar de Moscou já ter retirado parte de suas tropas das proximidades do território ucraniano.
Moscou nega ter planos agressivos contra Kiev, e crê que tais declarações visam encobrir a militarização da OTAN do território perto das fronteiras da Rússia. Em dezembro, o Kremlin propôs projetos de tratados prevendo a não militarização do território entre a Aliança Atlântica e a Rússia, e que o bloco militar deixe de se expandir para leste.
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