Boris Johnson nega que milhares tenham morrido de Covid-19 no Reino Unido por falta de ação de governo
"Alguns dos comentários que ouvi não têm qualquer relação com a realidade”, disse o primeiro-ministro britânico, que foi acusado por um ex-assessor
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LONDRES (Reuters) - O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse nesta quinta-feira que discorda da afirmação de seu ex-assessor Dominic Cummings de que dezenas de milhares de pessoas morreram desnecessariamente por causa da inação do governo no combate à Covid-19.
Questionado se concordava com a alegação de Cummings, Johnson disse: "Não, eu não acho, mas é claro que foi uma série de decisões incrivelmente difíceis, nenhuma das quais tomamos levianamente", afirmou.
"Fomos governados por uma determinação de proteger vidas para salvá-las, para garantir que nosso NHS não fosse sobrecarregado", acrescentou.
Durante um depoimento de sete horas ao Parlamento, Cummings fez uma série de alegações sobre a forma como Johnson lidou com a pandemia e disse que o primeiro-ministro não estava apto para liderar o país.
Questionado sobre isso, Johnson disse: "Alguns dos comentários que ouvi não têm qualquer relação com a realidade e o que as pessoas querem que façamos é mostrar o caminho e tentar com cautela levar nosso país adiante através do que foi um dos períodos mais difíceis que alguém pode se lembrar do pós-guerra."
Falando sobre os planos atuais para remover as restrições de circulação em 21 de junho --a quarta e última etapa no roteiro do governo para evitar um lockdown-- Johnson disse que os casos do vírus estão aumentando, incluindo casos de uma variante identificada pela primeira vez na Índia.
"Tomamos decisões o mais rápido que podemos, mas temos que pesar os dados", disse.
"Estamos bastante satisfeitos que os estágios, as etapas que percorremos até agora no roteiro foram corretas... Receio que apenas temos que esperar um pouco mais para ver o que está acontecendo após a etapa três." (Reportagem de William James)
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