Boric diz que a América Latina deve "ter voz no mundo", mas afirma que Prosur, Unasul e Grupo de Lima "não servem para unir"
O novo presidente chileno também afirmou que "devemos parar de criar organizações baseadas nas afinidades ideológicas dos líderes de plantão"
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247, com Agência RT - O novo presidente do Chile, Gabriel Boric (36), afirmou nesta segunda-feira em seu primeiro encontro com a imprensa internacional que "é necessário que a América Latina volte a ter voz no mundo", mas ressaltou que organizações regionais "como como o Prosur, a Unasul ou o Grupo Lima, não servem para unir ou avançar na integração", informou a EFE.
O líder de esquerda, que na última sexta-feira se tornou o presidente mais jovem da história do país sul-americano, disse: "Devemos parar de criar organizações baseadas nas afinidades ideológicas dos líderes de plantão".
O Chile é membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Sediada em Paris, na França, a organização é chamada de "clube dos ricos" e reúne 38 nações.
Do Palácio de La Moneda, o novo chefe de Estado acreditava que todas as nações da região deveriam responder conjuntamente aos conflitos latino-americanos, e entre eles destacou a migração de cidadãos venezuelanos para os países vizinhos.
A solução, sublinhou o ex-líder estudantil, “não pode recair sobre um ou um grupo de países”. Com esse tom, afirmou: "Temos que expressar a solidariedade latino-americana nisso. Todos os países da região têm um papel a desempenhar".
"Pensamos totalmente diferente de Bolsonaro, mas o povo o escolheu"
Em outro trecho da conversa com jornalistas internacionais, Boric dedicou alguns comentários às relações com outros governos. Assim, segundo a referida mídia brasileira, o novo presidente falou sobre Jair Bolsonaro: “Pensamos de uma forma totalmente diferente, em termos de conscientização climática e direitos humanos”, comentou. "Mas o povo brasileiro o escolheu e nós o respeitamos", esclareceu.
Além disso, ele revelou que havia convidado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua posse, mas o líder se recusou a comparecer ao evento para não causar problemas diplomáticos com o atual governo.
Ele também comentou que havia conversado com o presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, sobre a integração por meio de um corredor bioceânico, e com seu homólogo boliviano, Luis Arce, para fortalecer as relações, tensas pela disputa marítima: "O Chile não dá soberania sobre seu território, e eu sei que Arce tem que defender o mar boliviano, mas é justamente por isso que temos que falar".
Sobre sua agenda, Boric já confirmou que sua primeira viagem internacional será à Argentina, em data ainda não definida: , mas também com a cultura, que é algo que compartilhamos".
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