Bolsonaro se corrige após falar em reunião com 'presidente Trump'
"Tivemos uma reunião bilateral com o presidente Trump. Ou melhor – desculpe o ato falho – Joe Biden", disse Jair Bolsonaro
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247 - Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (10), que na véspera teve uma reunião com o "presidente Trump", de quem é aliado e antecessor de Joe Biden. Mas, logo em seguida, ele se corrigiu e citou o atual mandatário norte-americano.
"Ontem, tivemos uma reunião bilateral com o presidente Trump. Ou melhor – desculpe o ato falho – Joe Biden. Ah, vai ser um escândalo da imprensa aí", disse Bolsonaro em transmissão ao vivo pelas redes sociais, diretamente de Los Angeles (EUA), onde participou da Cúpula das Américas, encontro que reuniu líderes da região.
De acordo com Bolsonaro, o encontro privado com Biden durou 30 minutos. "Ficamos ali, a um metro de distância, sem máscara e tratando de assuntos de interesse dos nossos países e que também interessam para o mundo todo", disse.
Ataques ao sistema eleitoral
Nas eleições norte-americanas, Bolsonaro apoiou Trump, do partido Republicano, derrotado por Joe Biden, do partido Democrata. Esta semana, antes de ir à Cúpula das Américas, Bolsonaro voltou a colocar em dúvida a segurança do sistema eleitoral dos EUA. "É o povo americano que fala sobre isso (fraude eleitoral)", disse.
Em abril, o governo Joe Biden recebeu um dossiê com alertas sobre ataques de Bolsonaro ao processo eleitoral brasileiro. "Seus constantes ataques (de Bolsonaro) às eleições devem levar governos internacionais a apoiar a democracia brasileira", afirmou o relatório entregue a políticos norte-americanos.
O documento destacou a possibilidade de uma 'versão mais extrema do Capitólio' no Brasil. O ataque do Capitólio aconteceu em janeiro de 2021, quando Trump perdeu a eleição. O então presidente norte-americano estimulou apoiadores a fazer ataques ao sistema eleitoral do seu país.
Militares sobem o tom
No Brasil, enquanto Bolsonaro participa da Cúpula das América, o ministro da Defesa, Paulo Sergio Nogueira, encaminhou um documento ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, no qual cobra que as propostas feitas pelas Forças Armadas para o sistema eleitoral sejam atendidas.
Em maio, o TSE concluiu testes em urnas eletrônicas e informou que investigadores não conseguiram alterar voto, mudar o resultado da urna ou fraudar o processo eleitoral.
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