Bolsonaro planeja ligar para Putin para falar sobre Sputnik V, diz colunista

De acordo com o jornalista Igor Gadelha, presidente brasileiro quer "resolver o impasse" que impede a liberação do imunizante Sputnik V para o Brasil

Vladimir Putin e Jair Bolsonaro
Vladimir Putin e Jair Bolsonaro (Foto: Clauber Cleber Caetano / PR)


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Sputnik - Diante do impasse entre a Anvisa e a União Química, laboratório no Brasil que produz a vacina Sputnik V, o presidente Jair Bolsonaro quer assumir as negociações para compra do imunizante diretamente com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Segundo informações da CNN, ele pretende ligar para Vladimir Putin nesta terça-feira (6). A publicação sustenta que a ligação será um gesto "no mais alto nível diplomático" para tentar "resolver o impasse" que impede a liberação do imunizante pela Anvisa.

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A conversa de Bolsonaro e Putin é vista como uma tentativa do presidente brasileiro de assumir o protagonismo na negociação para a liberação da vacina, até então concentrado nos governadores.

Neste sentido, importante recordar que o ex-presidente Lula também participou de uma reunião para aquisição de doses da vacina russa Sputnik V em novembro de 2020.

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Foi por meio desta conversa, inclusive, que nasceu o "Consórcio do Nordeste", que adquiriu a compra de 37 milhões de doses do imunizante. Destas, o primeiro lote é prometido para abril.

Na semana passada, a Anvisa recebeu pedidos de importação da Sputnik V de nove estados brasileiros: Acre, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí e Sergipe.

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Vale lembrar que, desde 6 de março, o laboratório brasileiro que produz a Sputnik V pediu à Anvisa autorização para uso emergencial de dez milhões de doses da vacina.

No dia seguinte, porém, a agência brasileira informou ter suspendido o prazo para analisar o pedido de uso do imunizante por falta de parte dos documentos exigidos para análise. Segundo o painel de informações da Anvisa, o laboratório ainda não apresentou 18,6% dos documentos necessários e outros 27,7% ainda precisam de complementação.

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