Bloomberg: com Truss no poder, Reino Unido arrisca ser exposto ao ridículo

O país corre o risco de não conseguir superar toda uma série de crises complexas, argumenta o colunista da Bloomberg Max Hastings

Liz Truss em Downing Street 6/9/2022
Liz Truss em Downing Street 6/9/2022 (Foto: REUTERS/Kevin Coombs)


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Sputnik - Depois da chegada da nova primeira-ministra Liz Truss ao poder no Reino Unido, o país corre o risco de não conseguir superar toda uma série de crises complexas, defende o antigo redator-chefe do Daily Telegraph e do London Evening Standard, o colunista da Bloomberg Max Hastings.

Segundo Hastings, a morte da rainha Elizabeth II, a inflação de dois dígitos, a economia em dificuldades, a crise ucraniana, os serviços públicos ineficazes e a ameaça de falência de milhões de pessoas devido ao aumento dos preços da energia, agravados pelo baixo nível de liderança de Truss, podem levar o Reino Unido para uma verdadeira catástrofe.

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"As sondagens no Partido Conservador demonstram que os seus membros comuns prefeririam ficar com o antecessor de Truss, Boris Johnson, embora em desgraça. O estimado colunista e ex-parlamentar dos Conservadores, Matthew Parris, que fez o estágio político junto do gabinete da primeira-ministra Margaret Thatcher, caracteriza a nova chefe do governo de maneira severa: 'Ela é louca'", afirma Hastings.

"Desde que, no ano passado, Johnson a fez ministra das Relações Exteriores, ela demonstrou mais talento em posar para fotos do que em decidir assuntos sérios. Um oficial das Forças Armadas de alto nível, que viajou ao estrangeiro com Truss, salienta que ela preferiu ser acompanhada por representantes da mídia e assessores pessoais, em vez de especialistas do Ministério das Relações Exteriores", relatou Hastings.

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Além disso, o colunista criticou as tentativas de Truss de querer se parecer com Margaret Thatcher, expressas por declarações extremamente agressivas. Esforçando-se para se tornar uma nova "Dama de Ferro", Truss, diz o colunista, se esquece do verdadeiro caráter de Thatcher, que antecipava cada passo político sempre com prudência e cautela.

"Hoje, a ascensão de Liz Truss a Downing Street em meio à queda da libra esterlina e à perspectiva de um inverno de descontentamento industrial e social representa um momento histórico. O Reino Unido está perante o perigo de ser humilhado, mas, o que é ainda pior, pode ser exposto ao ridículo", concluiu o autor.

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Liz Truss, que antes ocupou o cargo de chefe da diplomacia britânica, foi eleita líder do Partido Conservador no passado dia 5 de setembro. A ex-ministra das Relações Exteriores recebeu 81,3 mil votos, superando o seu adversário, o ex-ministro das Finanças britânico Rishi Sunak, que obteve 60,4 mil votos. A pesquisa de YouGov revelou que a metade dos britânicos não está satisfeita com o fato de Liz Truss ter se tornado nova primeira-ministra britânica, enquanto apenas 4% dos respondentes apoiam a sua candidatura.

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