Bird: alterações climáticas poderão levar milhões para a pobreza

"Sem desenvolvimento 'climático inteligente', as alterações climáticas podem empurrar mais de 100 milhões de pessoas para níveis de pobreza extrema em 2030", de acordo com o documento do Banco Mundial, publicado a menos de um mês da conferência de Paris sobre o clima COP21

"Sem desenvolvimento 'climático inteligente', as alterações climáticas podem empurrar mais de 100 milhões de pessoas para níveis de pobreza extrema em 2030", de acordo com o documento do Banco Mundial, publicado a menos de um mês da conferência de Paris sobre o clima COP21
"Sem desenvolvimento 'climático inteligente', as alterações climáticas podem empurrar mais de 100 milhões de pessoas para níveis de pobreza extrema em 2030", de acordo com o documento do Banco Mundial, publicado a menos de um mês da conferência de Paris sobre o clima COP21 (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Lusa

Mais 100 milhões de pessoas estarão vivendo na pobreza extrema até 2030 se não for tomada qualquer ação para limitar o impacto do aquecimento global, indicou ontem (8) um novo relatório do Banco Mundial (Bird).

"Sem desenvolvimento 'climático inteligente', as alterações climáticas podem empurrar mais de 100 milhões de pessoas para níveis de pobreza extrema em 2030", de acordo com o documento, publicado a menos de um mês da conferência de Paris sobre o clima COP21.

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O impacto será particularmente forte no Continente Africano, onde as alterações climáticas podem levar a um aumento dos preços dos alimentos na ordem dos 12% em 2030.

Este será "um golpe muito duro para uma região onde o consumo alimentar dos agregados familiares mais pobres representa mais de 60% das despesas", diz o Bird.

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Na Índia, a destruição de culturas agrícolas e a proliferação mais rápida das doenças resultantes da desregulação climática poderá deixar 45 milhões de pessoas na pobreza extrema, a viver com menos de 1,90 dólares (1,80 euros) por dia.

Saúde

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Um aquecimento planetário de entre 2 graus a 3 graus centígrados, relativamente à era pré-industrial - superior ao objetivo de mais 2 graus centígrados da comunidade internacional - poderá aumentar em 5% o número de habitantes expostos ao paludismo (malária), ou seja, um aumento de 150 milhões de pessoas, de acordo com o relatório do Bird.

A incidência de doenças diarreicas ameaça subir 10% nos próximos 15 anos, dia ainda o documento do banco, que pede um desenvolvimento "consciente do clima, rápido e solidário".

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"A longo prazo, apenas uma ação internacional imediata e apoiada, com vista a reduzir as emissões mundiais de gases com efeito de estufa, permitirá proteger milhões de pessoas da pobreza", afirma a instituição.

O Banco Mundial pede aos países ricos ajuda no financiamento nas nações do Sul de medidas atenuantes do impacto do aquecimento climático.

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A conferência de Paris (COP21), que começa no dia 30 de novembro, tem como objetivo conseguir um acordo internacional que limite as emissões de gases com efeito de estufa.

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