'Biden tentará convencer Lula a apoiar a Ucrânia na guerra contra a Rússia', diz o brasilianista James Green
James Green, um dos maiores brasilianistas nos EUA, também disse que não ficaria surpreso se Bolsonaro fosse extraditado, caso seja acusado de algo grave pelo governo brasileiro
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deverá aproveitar a viagem que o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fará ao país, na quinta-feira (9), para tentar convencer o brasileiro a se juntar à pressão ocidental contra a Rússia em função da guerra na Ucrânia. A avaliação é do brasilianista estadunidense James Green.
Em entrevista ao jornalista Jamil Chade, do UOL, Green também avalia que Biden e Lula deverão debater “a participação do Brasil na aliança pela democracia, uma espécie de front americano contra os chineses” e que "não ficaria surpreso” caso Jair Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos, fosse extraditado em função de alguma acusação grave feita pelo governo brasileiro.
Para Green, a reunião da quinta-feira “é uma primeira oportunidade para os dois chefes de Estado se encontrarem e discutirem pontos de interesse comum, principalmente a defesa da democracia em ambos os países contra a extrema-direita e a proteção do meio ambiente. Essas são partes cruciais das agendas dos programas dos dois governos e certamente serão pontos cruciais das agendas dos dois presidentes para o encontro”.
O brasilianista afirma estar certo “de que Biden tentará convencer Lula a se juntar ao esforço internacional não apenas para se opor à invasão da Ucrânia pela Rússia, mas para ajudar concretamente os invadidos. Pelas declarações públicas, parece que Lula está mais inclinado a favorecer alguma forma de negociação de paz entre os dois países, o que muitos observadores consideram uma possibilidade muito difícil porque pode significar a Ucrânia cedendo território”.
“A posição de Lula parece ter mudado ligeiramente nos últimos meses. Veremos se há alguma mudança adicional nas atitudes do governo brasileiro em relação à guerra. Tenho certeza, porém, de que Biden tentará convencê-lo a caminhar no sentido de apoiar a Ucrânia, embora neste momento pareça improvável que o Brasil esteja disposto a fazê-lo”, completou.
Questionado se a presença de Bolsonaro nos Estados Unidos é um obstáculo nas negociações entre os dois países, Green destaca que “há claramente um sentimento entre importantes senadores democratas e membros da Câmara dos Deputados de que Bolsonaro não deve permanecer nos Estados Unidos por sua suposta participação em tentativas de golpe de Estado contra o presidente Lula. E se o governo brasileiro o acusasse de um crime grave, não ficaria surpreso se ele fosse extraditado”.
Para ele, “Biden claramente não tem afinidades com o ex-presidente brasileiro. No entanto, presumo que se houver perigo de que Bolsonaro seja extraviado, presumo que ele simplesmente fugirá para outro país disposto a recebê-lo”.
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