Biden precisa apoiar Lula sem condições, e Lula "superar suspeitas" sobre os EUA, diz colunista da Bloomberg

"Com a estabilidade política do hemisfério em jogo, os gigantes da América do Norte e do Sul devem construir vínculo mais sólido", opina o jornalista estadunidense Eduardo Porter

Lula e Joe Biden
Lula e Joe Biden (Foto: PT.org / Reuters)


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247 - Em artigo publicado na Bloomberg, o colunista estadunidense Eduardo Porter afirmou que a reunião entre os presidentes Lula (PT) e Joe Biden, do Brasil e EUA respectivamente, deveria marcar a consolidação de um apoio "incondicional" do país norte-americano à democracia brasileira.

"Na esteira da insurreição de direita em Brasília em 8 de janeiro, com revelações sobre o envolvimento de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma conspiração para derrubar a eleição presidencial e tentativas de incriminar e prender o chefe da Justiça Eleitoral, a democracia brasileira precisa de todo o apoio que puder obter do mundo liberal e democrático", introduziu o repórter econômico.

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"Quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegar à Casa Branca na sexta-feira, o presidente Joe Biden deve fornecer esse apoio, sem atrelar condições especiais ou restrições", avaliou Porter, que também opinou que Lula deveria deixar de lado momentaneamente uma suposta desconfiança histórica em relação aos EUA e aceitar o apoio: "com a estabilidade política do hemisfério em jogo, os gigantes da América do Norte e do Sul devem construir um vínculo mais sólido".

O colunista lembra que um estreitamento de laços entre os países seria muito útil para favorecer a cooperação em prol da defesa da Amazônia e da elaboração de medidas conjuntas para combater a fome mundial, agravada pela Guerra da Ucrânia. Ele reconhece que ambos os países discordam quanto ao apoio à Ucrânia contra a Rússia, mas aponta que "mesmo que não cheguem a um acordo sobre a guerra, podem colaborar para lidar com uma de suas consequências devastadoras."

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Além disso, Porter afirmou que "os EUA compartilham a responsabilidade pelo ataque à democracia em Brasília no mês passado. Os americanos ofereceram os 'caminhos' sobre como minar as eleições e guias para tomar assentos de poder. Isso por si só justifica a implantação da influência americana para garantir que nada disso aconteça novamente".

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