Biden diz que não entrará em conflito com a China
Às vésperas de se encontrar com Xi, Biden afirma que vai competir com a China, mas não entrar em conflito
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Reuters - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse a líderes asiáticos neste domingo (13)que as linhas de comunicação dos Estados Unidos com a China permanecerão abertas para evitar conflitos, já que a primeira de três cúpulas de líderes mundiais nesta semana chegou ao fim.
Discursando na Cúpula do Leste Asiático no Camboja, Biden disse que os Estados Unidos competirão com a China e se manifestarão sobre seu histórico de direitos humanos, mas enfatizou a importância da paz no Estreito de Taiwan e da garantia da liberdade de navegação no Mar do Sul da China.
Biden também condenou o que chamou de invasão "brutal e injusta" da Rússia à Ucrânia e as ameaças de testes de mísseis da Coreia do Norte, disse a Casa Branca, e pediu aos governantes militares de Mianmar que sigam um plano de paz que concordaram com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Sobre a China, Biden disse na cúpula que "os Estados Unidos competirão vigorosamente... mantendo as linhas de comunicação abertas e garantindo que a concorrência não se transforme em conflito", disse a Casa Branca em comunicado.
A região do Sudeste Asiático também sediará a Cúpula do Grupo dos 20 (G20) em Bali, na Indonésia, esta semana, antes da qual Biden se reunirá com o colega chinês Xi Jinping pela primeira vez desde que assumiu o cargo, com as relações entre as duas superpotências no pior nível em décadas.
Espera-se que a guerra na Ucrânia tenha destaque nas discussões em Bali e no fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em Bangkok no final da semana, bem como compromissos climáticos globais, segurança alimentar, tensões sobre o Estreito de Taiwan, o Mar do Sul da China e lançamentos de mísseis da Coreia do Norte.
Dezoito países que representam metade da economia global participaram da Cúpula do Leste Asiático deste domingo, incluindo os países da Asean, Japão, Coréia do Sul, China, Índia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Nova Zelândia.
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, está representando o presidente Vladimir Putin nas cúpulas e no domingo acusou o Ocidente de militarizar o Sudeste Asiático para conter o interesse chinês e russo em um importante campo de batalha geoestratégico.
"Os Estados Unidos e seus aliados da Otan estão tentando dominar esse espaço", disse Lavrov em entrevista coletiva em Phnom Penh.
Ele disse que a estratégia Indo-Pacífico de Biden, que o presidente dos EUA estava promovendo fortemente na reunião, era uma tentativa de contornar "estruturas inclusivas" para a cooperação regional.
Em uma entrevista coletiva separada, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese disse que suas breves discussões no dia anterior com o primeiro-ministro chinês Li Keqiang foram construtivas e positivas, em meio à antecipação de uma cúpula formal com Xi.
Como aliado dos Estados Unidos, os laços da Austrália com a China também se deterioraram nos últimos anos.
"Eu disse repetidamente sobre o relacionamento com a China que devemos cooperar onde pudermos", disse Albanese. "E esse diálogo é sempre uma coisa boa."
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