Biden diz ao Congresso que a operação da Rússia na Ucrânia é um teste para os EUA e o mundo

Apesar da rivalidade, Biden usa a retórica de que quer trabalhar com a China

(Foto: Global Times/ foto oficial/reprodução)


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Sputnik - No tradicional discurso do Estado da União, o presidente dos EUA, Joe Biden, falou sobre diversos assuntos aos parlamentares norte-americanos. Entre eles, China, Rússia, semicondutores e crise migratória.

Em sessão conjunta no Capitólio nesta terça-feira (8), o presidente Joe Biden reafirmou que os Estados Unidos continuarão a apoiar a Ucrânia em meio à operação especial da Rússia "enquanto for necessário".

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Biden disse que a operação russa representa um teste para a América e para o mundo inteiro. Em seguida, prometeu defender a "soberania dos países e os princípios básicos da democracia".

"Tal defesa é importante para nós porque mantém a paz e evita a temporada aberta para possíveis agressores ameaçarem nossa segurança e prosperidade", disse ele, acrescentando que Washington está trabalhando "por mais liberdade, mais dignidade e mais paz".

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O chefe de Estado também falou sobre seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), enfatizando que eles "construíram uma coalizão global na Ucrânia".

"Unimos a Otan e construímos uma coalizão global. Nós nos posicionamos contra a agressão de [Vladimir] Putin [presidente da Rússia]. Ficamos com o povo ucraniano", disse Biden.

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Biden diz que quer trabalhar com a China

Ao falar sobre a China, o presidente dos EUA lamentou que a indústria norte-americana tenha perdido a sua vantagem na produção de semicondutores nas últimas décadas.

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Biden destacou que os microchips foram inventados nos Estados Unidos e o país já forneceu 40% dos chips do mundo. "Mas nas últimas décadas, perdemos nossa vantagem e estamos produzindo apenas 10%", disse ele.

O presidente lembrou que, durante os problemas da cadeia de suprimentos induzidos por medidas pandêmicas na indústria de semicondutores, as montadoras americanas não conseguiram fabricar carros suficientes porque não havia microchips suficientes disponíveis.

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Biden enfatizou que está comprometido em trabalhar com a China, mas agirá se isso ameaçar a segurança americana. Segundo ele, "vencer a competição com a China deve unir todos os americanos".

Em outubro, para restringir a capacidade de Pequim de produzir certos microchips de última geração usados ​​em aplicações militares, o governo Biden expandiu os controles sobre a exportação de tecnologia de semicondutores dos EUA para a China.

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Em outro ponto que demanda união entre democratas e republicanos, o presidente pediu prudência e pragmatismo aos parlamentares sobre a imigração ilegal, para "torná-la uma questão bipartidária como era antes".

Ele lamentou que as questões de migração ilegal na fronteira sul dos EUA não serão resolvidas até que o Congresso tome as medidas necessárias.

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