Berlinenses aprovam expropriação de grandes imobiliárias para diminuir especulação de imóveis
A recém-eleita prefeita de Berlim, Franziska Giffey, do Partido Social-Democrata (SPD), já se posicionou contra a medida
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Opera Mundi - Os moradores de Berlim votaram a favor de uma medida que prevê a expropriação de imóveis de grandes proprietários do mercado imobiliário em um referendo realizado neste domingo (26).
Apesar de a proposta não ser vinculante, 57% dos berlinenses aprovam que o governo retire esses imóveis das mãos de um pequeno grupo de empresas para manter essas residências para os moradores locais, diminuindo a especulação imobiliária da capital da Alemanha.
Com 75% de participação, o referendo coincidiu com as eleições para o Parlamento do país. A proposta aprovada foi criada durante uma campanha do grupo Expropriate Deutsche Wohnen & Co, que prevê que o governo local compre milhares de apartamentos e diminua a fuga de moradores das classes média e baixa de Berlim.
Nos últimos anos, os preços das locações e dos imóveis dispararam após as residências serem compradas por grandes grupos, como a Deutsche Wohnen. O grupo estima que mais de 120 mil imóveis, no valor de 26 milhões de euros, estão concentrados nas mãos da empresa.
A medida prevê a expropriação das empresas que tenham, pelo menos, três mil apartamentos em Berlim. O valor pago a elas seria "abaixo do valor de mercado", o que a campanha diz ser justo dado os problemas causados por essas concentrações.
A recém-eleita prefeita de Berlim, Franziska Giffey, do Partido Social-Democrata (SPD), que se tornou a primeira mulher a liderar a cidade em 70 anos, já se posicionou contra a medida.
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