Batalha ideológica opõe Ocidente e mídia russa

Nesta semana, o secretário da Defesa britânico, Michael Fallon, diz que Sputnik e emissora RT precisam ser "chamadas à atenção" por suas reportagens enganosas. Falando à Sputnik, o cientista político Vladimir Olenchenko disse que há uma boa razão para o Reino Unido se preocupar com a mídia russa

Sputinik RT
Sputinik RT (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Agência Sputinik

Nesta semana, o secretário da Defesa britânico, Michael Fallon, diz que Sputnik e emissora RT precisam ser "chamadas à atenção" por suas reportagens enganosas. Falando à Sputnik, o cientista político Vladimir Olenchenko disse que há uma boa razão para o Reino Unido se preocupar com a mídia russa.

Num discurso dedicado à Rússia na Universidade St. Andrews, na Escócia, o secretário Fallon responsabilizou Moscou e o presidente Vladimir Putin por transformar a Rússia num adversário dos países ocidentais, deferindo acusações ao Kremlin que iam desde o uso de "armas cibernéticas" até "atividade militar imprudente".

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Na área da informação, o secretário disse que a Otan e os governos ocidentais foram forçados a "fazer mais para enfrentar a falsa realidade promovida através da desinformação do estilo soviético" e enfatizou que o Ocidente "deve combater o Pravda de Putin (Pravda foi um antigo jornal oficial do governo soviético) com uma verdade mais rápida".

 

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O ministro também culpou a Rússia por "armar com informação errada" e "criar o que poderíamos agora ver como a era pós-verdade".

Vladimir Olenchenko, membro do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais do Centro de Estudos Europeus, com sede em Moscou, comentou as declarações do secretário de Defesa e disse à Rádio Sputnik que havia uma boa razão para que o Reino Unido e os países ocidentais em geral, para se preocupar com a influência da mídia russa.

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"Nossos parceiros ocidentais têm se acostumado com a ideia, pertinente até recentemente, que só eles poderiam moldar a percepção pública de eventos, tanto no cenário doméstico como no exterior", disse Olenchenko. "Naquela época, eles se sentiam muito confortáveis, pois podiam apresentar os acontecimentos da maneira que achavam conveniente, ou em uma matéria que fosse benéfica para eles mesmos".

 

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O analista observou que "quando apareceram meios de comunicação que começaram a oferecer uma cobertura objetiva dos acontecimentos, e os meios de comunicação russo não menos, naturalmente, isso resultou em descontentamento". Esse descontentamento veio à público no discurso do secretário.

 

"O ponto de vista dos meios de comunicação russos, incluindo o da RT e Sputnik, simplesmente não coincide com o seu ponto de vista [da mídia ocidental], e, portanto, é classificado como 'errado'", disse Olenchenko.

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Secretário da Defesa britânico, Michael Fallon, acusa a Sputnik e o RT de espalhar informações enganosas e imparciais
© SPUTNIK/ VITALY PODVITSKY
Secretário da Defesa britânico, Michael Fallon, acusa a Sputnik e o RT de espalhar informações enganosas e imparciais

Além disso, o analista observou que havia indício de confusão e incerteza no discurso de Fallon. Afinal de contas, "se antes havia um sentimento de uníssono entre o governo dos EUA e o governo britânico, agora este uníssono rompeu em certas questões. Talvez Fallon teme que este estado de coisas tenha sido violado nessa [russo] questão também".

Felizmente, Olenchenko sugeriu que é improvável para o Reino Unido realmente proíba a transmissão da rádio Sputnik ou do RT, uma vez que Londres não tem qualquer justificação sólida para fazê-lo.

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"O Reino Unido certamente poderia proibir a transmissão da Sputnik e RT, mas encontrar uma justificativa objetiva para tal movimento é outra questão. Até agora, aparentemente, tal justificativa não foi encontrada, e a elite britânica provavelmente tem bastante gente ainda capaz de algum senso. Fallon está tentando encontrar algumas desculpas, se não para banir completamente a mídia russa, então pelo menos para limitá-la de alguma forma ", concluiu Olenchenko.

O discurso do secretário de Defesa sobre a necessidade de envolver a mídia russa em uma "guerra da informação" não é uma nova tendência. No final do ano passado, o Parlamento Europeu votou a favor de uma resolução destinada a combater os meios de comunicação russos.

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A resolução chamou Sputnik e RT de ameaças à unidade europeia, e propôs que a UE financie os "projetos de contra-propaganda". Mais estranhamente, a resolução até tentou traçar paralelos entre o trabalho da mídia russa e propaganda disseminada pelos terroristas Daesh (ISIL / ISIS). O Presidente Putin disse que o documento era um sinal da degradação da democracia nos países ocidentais.

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