Banco Mundial prevê que a crise do coronavírus será ‘muito mais profunda que a grande recessão’

O impacto econômico da pandemia do coronavírus pode apagar o progresso feito nos últimos anos pelos países pobres, alerta o Banco Mundial

(Foto: Reuters)


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247 - O presidente do Banco Mundial, David Malpass, disse na sexta-feira (17) que a pandemia de coronavírus provocará "uma recessão global muito mais profunda" do que a crise financeira de 2008 e que pode aniquilar os recentes progressos realizados pelos países pobres.

Durante a mais recente reunião semestral do Banco Mundial e do FMI, que desta vez foi realizada virtualmente, Malpass afirmou que o planeta está enfrentando "uma crise sem precedentes, com devastadores efeitos sanitários, econômicos e sociais sobre a saúde". 

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"Nossas estimativas sugerem uma recessão global muito mais profunda que a Grande Recessão, dada a queda na produção, investimento, emprego e comércio", alertou o chefe da instituição.

Malpass argumentou ainda que, embora os efeitos trágicos dessa pandemia "sejam sentidos em todo o mundo", é provável que a crise afete os países e as pessoas mais pobres e vulneráveis.

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Nesse sentido, anunciou que o Banco Mundial pretende destinar US $ 160 bilhões em recursos, nos próximos 15 meses, aos países pobres da Ásia, África e América Latina, com o objetivo de fortalecer sua resposta à crise da saúde e sua recuperação econômica. No entanto, ele esclareceu que "está claro que não será suficiente". "Se não agirmos rapidamente, os avanços no desenvolvimento dos últimos anos podem ser facilmente perdidos", afirmou.

Informações de Russia Today 

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