Avanço do plano de Lula para paz entre Rússia e Ucrânia é visto como "improvável" nos bastidores da ONU

Segundo Jamil Chade, do UOL, a diplomacia internacional avalia que nem Rússia e nem Ucrânia - patrocinada pela Otan - estão dispostas a negociar neste momento

Zelensky, Putin e Lula
Zelensky, Putin e Lula (Foto: REUTERS/Gleb Garanich | Sputnik/Pavel Bednyakov/Pool via REUTERS | Valter Campanato/Agência Brasil)


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247 - O presidente Lula (PT) propôs a criação de um grupo de países para mediar as negociações entre Rússia e Ucrânia, que travam uma guerra há mais de um ano. A proposta ganhou destaque internacional, a Rússia confirmou que estava levando em consideração o projeto, assim como a França. No entanto, segundo Jamil Chade, do UOL, o avanço da sugestão de Lula é visto como “improvável", pelo menos no curto prazo.

“Se em declarações públicas, governos de ambos os lados do conflito insistem que querem a paz e que estão dispostos a falar sobre projetos, como o do Planalto, a realidade em salas fechadas e longe da imprensa é que tal iniciativa não está sendo considerada como realista. O obstáculo não seria o Brasil. Mas a ausência de uma real vontade política das partes envolvidas no conflito para abandonar a via militar”, informa o jornalista, que acompanhou conversas sigilosas nos bastidores de reuniões da ONU.

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A constatação da diplomacia internacional é de que nem Rússia e nem Ucrânia - patrocinada pela Otan, liderada pelos Estados Unidos - querem hoje negociar o fim do conflito. “Mas o tom nos corredores das Nações Unidas e nas chancelarias em diferentes capitais do mundo é de pessimismo e uma narrativa ainda bélica que toma conta da tomada de posições por parte dos principais interlocutores. Não se descarta que, eventualmente, o projeto brasileiro possa ser retomado. Mas o momento não teria ainda chegado e que negociadores admitem que não existem condições políticas para que o plano se consolide”.

"Por enquanto, nem russos e nem ucranianos querem negociar e acreditam, cada um deles, que podem vencer a guerra no campo de batalha", declarou um dos principais negociadores da ONU.

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