Auditor da OEA na Bolívia falou em 'parar' Morales dias antes das eleições
Come Ananás reuniu seis indicações de que a OEA não se fez rogada para fazer as vezes, uma vez mais, de Departamento de Desestabilização Regional dos Estados Unidos da América
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Hugo Souza (Come Ananás) - As manobras para a perpetuação de um nome no poder e as flagrantes desvirtuamentos do projeto popular original do governo de Evo Morales na Bolívia não justificam, de maneira nenhuma, em nenhuma hipótese, o bárbaro golpe civil-militar consumado no último domingo, 10, no país.
Da mesma forma, as suspeitas de manipulação dos resultados das urnas não podem deixar passar as claríssimas indicações de que a OEA levou a cabo uma auditoria politizada, atropelada, direcionada das eleições do último 20 de outubro na Bolívia, não se fazendo de rogada em fazer as vezes, uma vez mais, de Departamento de Desestabilização Regional dos Estados Unidos da América.
Senão, vejamos:
Auditoria começou chefiada por ferrenho crítico de Morales
No último 16 de outubro, portanto quatro dias antes das eleições na Bolívia, o mexicano Arturo Espinosa publicou um artigo no site da rádio MVS Notícias, do México, com duríssimas críticas a Evo Morales. Mas não apenas: no artigo, Espinosa conclama claramente os bolivianos a, por meio do voto, “detener la intención de Evo Morales de gobernar Bolivia por casi dos décadas de manera ininterrumpida”. No dia 31 de outubro, uma missão da OEA na Bolívia iniciou os trabalhos de auditoria “imparcial” das eleições no país. O chefe da missão era Arturo Espinosa. No dia seguinte, confrontado com aquela exortação pré-eleitoral, acossado por críticas, retirou-se voluntariamente da auditoria.
Sem relatório da auditoria, OEA recomendou segundo turno e, depois, novas eleições
O relatório da OEA sobre indícios de irregularidades nas eleições bolivianas só foi divulgado nesta segunda-feira, 13 de novembro, quando o golpe na Bolívia já estava consumado e Evo Morales já estava em solo mexicano. A auditoria começou no dia 31 de outubro. Apenas três dias depois das eleições, porém, no dia 23 de outubro, a OEA já estava recomendando a realização de um segundo turno na Bolívia, basicamente por causa da carta de Carlos Mesa lida no conselho da entidade pelo “embaixador” de Juan Guaidó. Na manhã do último domingo, 10, a OEA mudou de recomendação, agora para novas eleições, com base em um relatório preliminar da auditoria. Segundo o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, o relatório foi adiantado “por conta da gravidade das denúncias”. Horas mais tarde, as Forças Armadas da Bolívia se animaram para “recomendar” algo também: que Evo Morales renunciasse.
Leia na íntegra em Come Ananás
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