"Ato deplorável', diz alta-comissária da ONU para Direitos Humanos sobre assassinato de João Alberto

"Esse ato deplorável, que aconteceu tragicamente na véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil, deve ser condenado por todos”, disse a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, sobre o assassinato de João Alberto Silveira Freitas

Michelle Bachelet e João Alberto Silveira Freitas sendo agredido
Michelle Bachelet e João Alberto Silveira Freitas sendo agredido (Foto: ONU | Reprodução)


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247 - A porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos, Ravina Shamdasani, divulgou um comunicado onde Michelle Bachelet qualifica como um “ato deplorável” o assassinato de João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por dois seguranças nas dependências de uma loja do Carrefour, em Porto Alegre. "Esse ato deplorável, que aconteceu tragicamente na véspera do Dia da Consciência Negra no Brasil, deve ser condenado por todos”, disse Bachelet no comunicado divulgado por Shamdasani. 

"O assassinato de João Alberto Silveira Freitas, um afrodescendente espancado até a morte por dois seguranças particulares na cidade de Porto Alegre, no sul do Brasil, é um exemplo extremo, mas infelizmente muito comum, da violência sofrida pelos negros no país", destaca um outro trecho do comunicado, de acordo com reportagem do G1.  

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Bachelet ressaltou, ainda, que o caso é “uma ilustração nítida da persistente discriminação e racismo estruturais que as pessoas de ascendência africana enfrentam e que “o governo tem uma especial responsabilidade de reconhecer o problema do racismo persistente no país, pois este é o primeiro passo essencial para resolvê-lo". 

No comunicado, Bachelet também rebateu a declaração do vice-presidente Hamilton Mourão, feita logo após o assassinato, de que “não existe racismo no Brasil”. "O racismo, a discriminação e a violência estruturais que os afrodescendentes enfrentam no Brasil são documentados por dados oficiais, que indicam que o número de vítimas afro-brasileiras de homicídio é desproporcionalmente maior do que outros grupos", destaca o texto. 

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Ela também pediu que a investigação sobre o assassinato seja "rápida, completa, independente, imparcial e transparente" e examine o viés racial no crime para "assegurar a justiça e a verdade", e que sejam apuradas as denúncias de repressão com uso desproporcional de força contra as pessoas que participaram de protesto pacíficos contra o homicídio. 

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